Grupo teria causado prejuízo de mais de R$ 25 milhões ao estado.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 22 indivíduos apontados como parte de uma organização criminosa que controlou licitações para a exploração de cantinas em presídios entre 2015 e 2024. Este esquema teria resultado em um prejuízo estimado de mais de R$ 25 milhões aos cofres públicos.
Dentre os denunciados estão Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza — um policial penal — e outros membros do núcleo central, como Arildo Santana Filho e Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento. A denúncia também implica Rafael Rodrigues de Andrade, então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, sob a acusação de favorecer o grupo ao excluir concorrentes que não faziam parte do cartel.
✨ A operação desta terça-feira marca a segunda fase da Operação Snack Time, após a primeira fase em novembro de 2024.
A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) está executando mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo a capital e municípios na Baixada Fluminense, como Mesquita e Duque de Caxias. Os denunciados enfrentam acusações de organização criminosa e fraudes em licitação.
A investigação, que teve início na Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, apontou que empresas que pareciam competidoras nas licitações, na verdade, estavam sob controle de um mesmo grupo. Em um dos certames de 2019, os investigados conseguiram vencer 38 dos 40 lotes disponíveis.
O Ministério Público também requereu que os denunciados sejam responsabilizados pelo montante de R$ 25 milhões para compensar os prejuízos ao estado. A Seppen informou que apesar das atividades nas cantinas terem encerrado em 2024, não tolera qualquer tipo de desvio de conduta por parte de seus servidores.
A CNN Brasil está em busca de contato com os advogados dos acusados e se mantém disponível para eventuais declarações.
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