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Justiça
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Paraná: Willian Agati Envolvido em Assassinato de 'Marcos P2' Segundo MP

Defesa contesta acusações, afirmando que acusado não tem conexões com facções ou homicídios.

Ricardo Alves02 de abril de 2026 às 11:00
Paraná: Willian Agati Envolvido em Assassinato de 'Marcos P2' Segundo MP

O Ministério Público do Paraná apresentou uma denúncia de homicídio contra Willian Barile Agati, suposto líder do PCC e conhecido como ligação da facção com a máfia italiana 'Ndrangheta. Ele é acusado de estar por trás da execução de Marco Antonio Carvalho, popularmente chamado de 'Marcos P2', em abril de 2020.

Circunstâncias do Crime

De acordo com as investigações, a morte de 'Marcos P2' ocorreu em um posto de combustível, onde ele foi atingido por dezenas de tiros. A Polícia Federal, durante a Operação Mafiusi, encontrou indícios de que o assassinato foi motivado por uma vingança relacionada ao desvio de duas cargas de cocaína que pertenciam a Agati e seu associado conhecido como 'Grilo'. O valor estimado da perda das drogas, que deveriam ser enviadas para a Espanha, girava em torno de US$ 4 milhões.

Conexões Internacionais

Agati é visto como o ponto de ligação entre o PCC e a máfia 'Ndrangheta, desempenhando um papel crucial na logística do envio de cocaína para a Europa através de portos brasileiros. Investigadores apontam que ele e 'Grilo' conseguiram despachar cerca de 270 kg de cocaína para membros da máfia, conhecidos como 'Panda' e 'Barby', com destino ao Porto de Valência, na Espanha.

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As evidências que conectam Agati ao tráfico internacional foram obtidas por meio da quebra de criptografia de um aplicativo utilizado pela facção.

Agati encontra-se preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025.

Defesa de Willian Agati

Em declaração para a CNN Brasil, o advogado Eduardo Maurício, que representa Agati, negou qualquer envolvimento de seu cliente com o PCC ou a prática de homicídios. Ele destacou que a investigação anterior foi arquivada por falta de provas e que a nova denúncia é baseada em conjecturas e informações questionáveis da mídia.

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"Willian Agati nunca foi condenado e sempre terá a presunção de inocência respeitada. As alegações são infundadas e irresponsáveis."

Eduardo Maurício

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