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Justiça
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Polícia Federal apreende R$ 287 mil em operação contra estelionato

Agentes cumpriram mandados em quatro estados, visando organização criminosa.

Mariana Souza27 de maio de 2026 às 15:10
Polícia Federal apreende R$ 287 mil em operação contra estelionato

Nesta quarta-feira, 27, a Polícia Federal realizou uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 287 mil em dinheiro em uma residência de um funcionário do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Pernambuco. O montante foi encontrado disfarçado em sacos de lixo e armazenado dentro de uma mala.

Além do dinheiro, os agentes recolheram mais de vinte telefones celulares e veículos de alto valor. As ações foram parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que envolveu o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de monitoramento eletrônico, em localidades como o Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo e Paraíba.

Objetivos da Operação

A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, visa aprofundar investigações sobre uma suposta organização criminosa envolvida em estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens. A investigação revelou que alguns dos suspeitos estavam tentando se desfazer de propriedades e bens valiosos antes da continuidade das apurações.

Desvios estimados em até R$ 6,3 bilhões

Os investigadores estão centrados em diversas associações que realizam descontos indevidos no pagamento de aposentados no Distrito Federal e em São Paulo, enquanto em Pernambuco o foco recai sobre servidores e ex-servidores do INSS da área de Garanhuns. As apurações indicam que parte dos recursos desviados era destinada a empresas associadas ao empresário Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS.

Contexto

A Operação Sem Desconto teve início após a descoberta de que entidades associativas estavam realizando cobranças indevidas diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Auditorias revelaram que muitas dessas organizações não tinham a infraestrutura necessária para fornecer os serviços prometidos, como assistência jurídica ou planos de saúde.

Muitos beneficiários afirmaram que desconheciam quaisquer vínculos com essas entidades e que notaram os descontos apenas ao consultarem seus extratos de pagamento.

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