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Justiça
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Policial alega legítima defesa em caso de morte na Cidade Tiradentes

Conflito gerou protestos e investigações sobre atuação da polícia

Ricardo Alves11 de abril de 2026 às 13:55
Policial alega legítima defesa em caso de morte na Cidade Tiradentes

A defesa da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que disparou contra Thawanna Da Silva Salmázio em Cidade Tiradentes, em São Paulo, justifica a ação como legítima defesa, afirmando que um único tiro foi disparado para interromper agressões por parte da vítima.

Segundo o advogado da policial, Alexandre Guerreiro, Yasmin agiu corretamente e a equipe acionou serviços de emergência imediatamente após o incidente, o que contrasta com a alegação do marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, que afirma que o socorro não foi prestado de forma rápida.

Moradores da Cidade Tiradentes protestaram contra a morte de Thawanna, resultando em confrontos com a Polícia Militar.

A Corregedoria da PM deu início a uma investigação sobre a policial por não utilizar a câmera corporal durante a abordagem. A Secretaria da Segurança Pública informou que ambos os policiais envolvidos foram afastados enquanto a situação é analisada minuciosamente.

No dia 3 de abril, Thawanna foi morta ao ser baleada pela polícia após uma discussão sobre a velocidade de uma viatura. Conforme relatos, a mulher e seu marido estavam na rua quando uma viatura passou em alta velocidade, levando Thawanna a expressar sua preocupação. A policial, em contrapartida, relatou que a discussão se tornou agressiva, levando à ação fatal.

Após o disparo, a situação se agravou, resultando em tumultos onde moradores tentaram atear fogo em um ônibus em protesto pela morte de Thawanna. Em resposta, a PM intensificou as operações na área.

A investigação segue sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com um Inquérito Policial Militar (IPM), enquanto as corregedorias das respectivas instituições monitoram o caso.

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