Ligação com a máfia italiana e ações criminosas motivam decisão da Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão de Willian Barile Agati, que é considerado um líder do PCC e um elo crucial com a máfia italiana 'Ndrangheta'. A decisão, assinada pelo ministro Nunes Marques, ocorreu nesta quarta-feira (26).
Agati, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025, teve seu pedido de habeas corpus negado pelo STF, que considerou insuficientes as medidas cautelares apresentadas pelos advogados.
Investigadores destacam que Agati atuava na logística de transporte de grandes remessas de cocaína para a Europa, utilizando embarcações no Porto de Paranaguá e aeronaves privadas. Ele também está relacionado ao homicídio de 'Marcos P2', ocorrida em 2020.
✨ As evidências ligam Agati à execução de um rival, supostamente em retaliação pelo desaparecimento de carregamentos de cocaína avaliados em milhões de dólares.
Agati é descrito como 'Concierge do PCC', realizando atividades operacionais para a facção. Ele e um comparsa seriam responsáveis por perdas significativas no tráfego de drogas, levando a ações violentas.
A defesa de Agati, que inclui o advogado Eduardo Maurício, afirmou confiar no julgamento do mérito do habeas corpus rejeitado e questiona a validade das provas obtidas por meio de interceptação telefônica, alegando ilegalidade.
Os próximos passos incluem audiências marcadas para outubro relacionadas ao homicídio de 'Marco Antonio Carvalho', onde 50 testemunhas devem ser ouvidas.
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