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Justiça
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STF referenda prisões ligadas a fraudes no Banco Master

André Mendonça e Luiz Fux apoiam decisões sobre o caso

Acro Rodrigues22 de abril de 2026 às 11:45
STF referenda prisões ligadas a fraudes no Banco Master

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram a favor de manter as prisões do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Rodrigues, e do advogado Daniel Lopes. Essas detenções estão ligadas às investigações sobre as fraudes financeiras realizadas pelo Banco Master.

O julgamento, que ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF, ainda conta com os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para o caso.

As prisões são parte de um grande esquema de fraudes que podem ter causado bilhões em prejuízos.

As investigações se concentram nas ações de Paulo Henrique Rodrigues e seu suposto envolvimento em tentativas de aquisição do Banco Master, junto ao empresário Daniel Vorcaro, pelo BRB. Acredita-se que estas transações tenham sido realizadas sem a devida fundamentação financeira e em desacordo com as práticas de governança necessárias.

Contexto da Investigação

Mendonça alega que há 'fortes indícios' de que Rodrigues esteve envolvido em esquema criminoso que facilitou a venda de carteiras fictícias do Banco Master, resultando em um impacto financeiro significativo.

O ministro menciona que as investigações revelaram a elaboração de documentos fraudulentos para dar uma aparência de legalidade a ativos que não existiam. A Polícia Federal constatou que uma porção substancial das operações envolvendo R$ 21,9 bilhões adquiridos pela BRB em carteiras do Master, cerca de R$ 13,3 bilhões, apresenta indícios de falta de lastro e falhas documentais.

Além disso, as apurações apontam que as operações foram realizadas sob intensa pressão interna, sendo tratadas como prioridade pela presidência do banco, enquanto relatórios técnicos que denunciavam as irregularidades foram desconsiderados durante as negociações.

A Procuradoria-Geral da República já manifestou apoio à decisão de prisão, refletindo a seriedade do caso em questão.

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