Voltar
política
2 min de leitura

Rio de Janeiro pode recuperar R$ 1,4 bilhão do Banco Master

Governador em exercício detalha esforços para ressarcimento

Camila Souza Ramos08 de junho de 2026 às 16:40
Rio de Janeiro pode recuperar R$ 1,4 bilhão do Banco Master

Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, anunciou que o estado pode reaver cerca de R$ 1,4 bilhão investidos no Banco Master, após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Couto revelou que mais de R$ 3 bilhões de recursos do Rioprevidência foram aplicados na instituição financeira, que foi liquidada no ano passado devido a diversas irregularidades. Durante a coletiva, ele enfatizou o comprometimento do governo em recuperar os valores.

O governador garantiu que medidas judiciais já foram adotadas para ressarcir os valores e algumas decisões já são favoráveis ao estado.

As investigações indicam que o RioPrevidência foi o único cotista de dois fundos de investimento associados ao Banco Master, o que levanta preocupações sobre a gestão dos seus investimentos, especialmente dado o crescimento irregular dos aportes feitos na instituição.

Dívida do Estado com a União

A reunião com Dario Durigan também abordou a enorme dívida do Rio de Janeiro com a União, que atualmente supera R$ 231 bilhões. Couto destacou que o estado se encontra no Regime de Recuperação Fiscal desde 2017 e que uma liminar do STF reduziu o montante das prestações mensais.

Com a previsão do término dessa liminar em julho, o valor mensal das parcelas deve saltar de R$ 270 milhões para R$ 436 milhões, algo que, segundo Couto, comprometeria os serviços públicos essenciais.

A aprovação de uma nova lei pela Assembleia Legislativa prevê a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas, reduzindo as parcelas mensais da dívida para R$ 119 milhões.

Couto também revelou que o governo estatal está discutindo formas de apresentar ativos à União para renegociar a dívida, incluindo um crédito que o estado possui com a Petrobras.

Discussão sobre a Refinaria

Além dos temas financeiros, Couto participou de uma reunião no Ministério da Justiça para tratar do terreno da antiga Refinaria Refit, avaliado em cerca de 600 mil metros quadrados. O objetivo é discutir formas de desapropriação para que o valor obtido com a venda auxilie no pagamento das dívidas do estado.

O Grupo Refit, mencionado como um dos mais significativos sonegadores de impostos no Brasil, acumula uma dívida com o estado que ultrapassa R$ 13 bilhões.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política