STJ confirma pena maior para assaltante de motorista de aplicativo
Tribunal reconhece agravantes pela vulnerabilidade do motorista

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu aumentar a pena para um assaltante que roubou um motorista de aplicativo enquanto ele estava trabalhando, destacando a gravidade do ato por se aproveitar da situação da vítima.
O réu foi inicialmente condenado em primeira instância em Alagoas a mais de 12 anos de prisão por roubo qualificado e porte ilegal de arma. Essa sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, que também reconheceu a valoração negativa em relação às circunstâncias do crime.
Durante a argumentação no STJ, a defesa do assaltante contestou a valoração negativa, alegando que se baseava em elementos vagos e não específicos. Porém, o relato do motorista revelou que ele aguardava chamadas para trabalhar em seu veículo parado, à noite e com as janelas abertas, quando foi abordado por um homem armado que lhe tomou o carro.
"A valoração negativa não se fundamenta no período noturno da ação criminosa, mas no aproveitamento consciente da situação de vulnerabilidade da vítima trabalhadora, que buscava seu sustento no exercício regular de sua profissão
✨ O ministro ressaltou a necessidade de um tratamento mais rigoroso em crimes envolvendo profissionais em situações vulneráveis.
Contexto Legal
O STJ tem reforçado a importância de considerar o contexto em que os crimes ocorrem, especialmente quando envolvem vítimas em atividade de trabalho que expõe vulnerabilidades.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Oito suspeitos de ameaças online em SP, MG e PA são identificados
Investigação liga ameaças a parentes de vítima de feminicídio

Julgamento de envolvidos em chacina em Ribeirão das Neves começa hoje
Sete acusados vão a Tribunal do Júri por ataque em festa infantil

Justiça nega habeas corpus a homem acusado de matar gari em MG
Réu permanece preso após a decisão de Tribunal em Minas Gerais

Sinop registra primeiro feminicídio de 2023 com caso de agressão brutal
Suspeito, que confessou o crime, tentou agredir o filho da vítima em um episódio de violência doméstica






