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Meio Ambiente
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BNDES é essencial para bioeconomia na Amazônia, diz OCDE

Estudo ressalta papel do banco em iniciativas sustentáveis

Mariana Souza18 de junho de 2026 às 13:35
BNDES é essencial para bioeconomia na Amazônia, diz OCDE

Um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destaca o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como peça-chave na formação da bioeconomia sustentável na Amazônia.

A pesquisa revela que o BNDES integra financiamento, inovação e promoção da inclusão produtiva em ações que favorecem a sociobiodiversidade e o progresso regional.

Importância da Bioeconomia

Intitulada 'Production Transformation Policy Review: Spotlight on Bioeconomy for Sustainable Development in the Amazon Region (Brazil)', a publicação indica que a bioeconomia está se firmando como uma abordagem de desenvolvimento que une crescimento econômico, preservação ambiental e redução de desigualdades sociais.

O estudo menciona a estratégia nacional de bioeconomia, que foi introduzida em 2024, e a participação do Brasil na Iniciativa do G20 sobre o mesmo tema, além de ressaltar a importância do Fundo Amazônia.

Desde 2023, a média anual de aprovações de projetos do Fundo Amazônia saltou de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, refletindo na revitalização da governança do fundo.

Ao longo de seus 18 anos, o Fundo Amazônia acumulou R$ 5,3 bilhões em doações e aprovou 153 projetos, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas e 192 Unidades de Conservação, impactando cerca de 260 mil pessoas na região da Amazônia Legal.

Projetos em Destaque

  • 1Restaura Amazônia: R$ 450 milhões para recuperação de áreas degradadas até 2030.
  • 2Amazônia na Escola: Até R$ 336 milhões para integrar produção de agricultores familiares à rede pública de ensino.
  • 3Sanear Amazônia: R$ 150 milhões para ampliar acesso à água potável para mais de 4.600 famílias rurais.
  • 4Coopera: R$ 107 milhões para fortalecer cerca de 50 cooperativas e 6.400 produtores.

Além disso, o projeto Amazônia Viva, apoiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mobiliza R$ 96 milhões para fomentar organizações produtivas, enquanto uma chamada pública para cadeias de valor sustentáveis disponibiliza mais de R$ 160 milhões para beneficiar mais de 25 mil pessoas.

Outros projetos estruturantes ultrapassam R$ 340 milhões, focando em assistência técnica e valorização de produtos locais. Embora a OCDE aponte que instrumentos como o Fundo Amazônia são cruciais para investimentos em restauração e fortalecimento de pequenos produtores, os prazos para a execução de cada projeto e as projeções de retorno econômico para as cadeias produtivas ainda são incertos.

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