BNDES é essencial para bioeconomia na Amazônia, diz OCDE
Estudo ressalta papel do banco em iniciativas sustentáveis

Um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destaca o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como peça-chave na formação da bioeconomia sustentável na Amazônia.
A pesquisa revela que o BNDES integra financiamento, inovação e promoção da inclusão produtiva em ações que favorecem a sociobiodiversidade e o progresso regional.
Importância da Bioeconomia
Intitulada 'Production Transformation Policy Review: Spotlight on Bioeconomy for Sustainable Development in the Amazon Region (Brazil)', a publicação indica que a bioeconomia está se firmando como uma abordagem de desenvolvimento que une crescimento econômico, preservação ambiental e redução de desigualdades sociais.
O estudo menciona a estratégia nacional de bioeconomia, que foi introduzida em 2024, e a participação do Brasil na Iniciativa do G20 sobre o mesmo tema, além de ressaltar a importância do Fundo Amazônia.
✨ Desde 2023, a média anual de aprovações de projetos do Fundo Amazônia saltou de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, refletindo na revitalização da governança do fundo.
Ao longo de seus 18 anos, o Fundo Amazônia acumulou R$ 5,3 bilhões em doações e aprovou 153 projetos, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas e 192 Unidades de Conservação, impactando cerca de 260 mil pessoas na região da Amazônia Legal.
Projetos em Destaque
- 1Restaura Amazônia: R$ 450 milhões para recuperação de áreas degradadas até 2030.
- 2Amazônia na Escola: Até R$ 336 milhões para integrar produção de agricultores familiares à rede pública de ensino.
- 3Sanear Amazônia: R$ 150 milhões para ampliar acesso à água potável para mais de 4.600 famílias rurais.
- 4Coopera: R$ 107 milhões para fortalecer cerca de 50 cooperativas e 6.400 produtores.
Além disso, o projeto Amazônia Viva, apoiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mobiliza R$ 96 milhões para fomentar organizações produtivas, enquanto uma chamada pública para cadeias de valor sustentáveis disponibiliza mais de R$ 160 milhões para beneficiar mais de 25 mil pessoas.
Outros projetos estruturantes ultrapassam R$ 340 milhões, focando em assistência técnica e valorização de produtos locais. Embora a OCDE aponte que instrumentos como o Fundo Amazônia são cruciais para investimentos em restauração e fortalecimento de pequenos produtores, os prazos para a execução de cada projeto e as projeções de retorno econômico para as cadeias produtivas ainda são incertos.
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