Voltar
meio-ambiente
2 min de leitura

Pacífico segue em neutralidade, mas El Niño pode se intensificar

Especialistas alertam para probabilidade de fenômeno mais intenso no segundo semestre

Ricardo Alves22 de abril de 2026 às 17:45
Pacífico segue em neutralidade, mas El Niño pode se intensificar

Informações veiculadas por alguns veículos sugerindo que o Oceano Pacífico já teria alcançado o estágio de El Niño foram contestadas por dados da Meteored. Os relatórios mais recentes da NOAA indicam que, atualmente, as condições permanecem dentro da faixa neutra.

Apesar dos dados atuais, previsões futuras apontam para a possibilidade de um evento El Niño mais forte no segundo semestre de 2026.

Anomalias de temperatura da superfície do mar na área conhecida como Niño 3.4 exibiram um aumento de +0,1°C na última medição, refletindo um cenário onde ainda não se confirma a ocorrência do fenômeno. Embora sinais iniciais, como anomalias superiores a +0,5°C, tenham sido citados, essa informação não é respaldada pelas últimas estatísticas da NOAA.

Projeções e Análise

O boletim semanal da NOAA, analisado pela Meteored, revela diversas anomalias nas regiões do Pacífico: +0,6°C na Niño 4, +0,3°C na Niño 3 e +1,2°C na área Niño 1+2, em frente à costa do Peru. A diferença nas interpretações pode emergir da utilização de dados diários, os quais apresentam flutuações mais amplas que podem levar a mal-entendidos quanto ao limiar do fenômeno.

"

Anomalias diárias ou semanais que tocam o limiar não são suficientes para caracterizar El Niño; são as oscilações de longo prazo que importam

Especialista em Climatologia

Para considerar o fenômeno operacional, a NOAA requer que ocorram cinco trimestres consecutivos com anomalias acima de +0,5°C na região Niño 3.4. As previsões mais atuais anteveem que o limite de El Niño poderá ser alcançado entre abril e junho e que poderiam ocorrer anomalías até +2°C no último trimestre do ano.

Contexto

A previsão de um fenômeno El Niño mais intenso se alinha a um padrão de aquecimento observado no Pacífico equatorial, apesar das limitações nos modelos climáticos que tornam as previsões desafiadoras durante o chamado 'período de barreira' da primavera e outono.

Embora aumentem as predições de intensidade, a relação entre a temperatura da superfície do mar e seus efeitos regionais não é direta. Os impactos dependem de uma variedade de fatores que não necessariamente se traduzem em consequências equivalentes à elevação das temperaturas.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de meio-ambiente