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Meio Ambiente
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Relatório climático da OMM destaca desafios para o Brasil em 2025

Documentos revelam impactos das mudanças climáticas na agricultura

Tiago Abech18 de maio de 2026 às 18:40
Relatório climático da OMM destaca desafios para o Brasil em 2025

O Brasil foi o país anfitrião do lançamento do relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025, promovido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta segunda-feira (18). O evento ocorreu em Brasília, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sob a coordenação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Este relatório, que está em sua sexta edição, compila dados científicos que abordam elevadas temperaturas, derretimento de geleiras, aumento do nível do mar e a crescente frequência de eventos climáticos extremos na região. As informações foram coletadas de serviços meteorológicos, centros de pesquisa e agências da ONU.

O climatologista José Marengo afirmou que, em 2025, as temperaturas permanecem acima da média histórica, com aumento de chuvas intensas e secas severas.

Durante sua apresentação, Marengo, que é coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, destacou que a região está experimentando padrões climáticos mais extremos. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, ressaltou o objetivo do relatório de reforçar os serviços climáticos e os sistemas de alerta precoce.

Em resposta às questões climáticas, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, enfatizou a importância da resiliência climática, que deve ser alcançada por meio de adaptação, mitigação e práticas sustentáveis. Ele mencionou o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que visa incorporar mais 50 milhões de hectares a práticas agrícolas sustentáveis até 2030.

O documento também enfatiza como o aumento na ocorrência de fenômenos climáticos extremos pode impactar as atividades agrícolas, afetando desde os calendários de plantio até a disponibilidade de água e logística no setor. Para mitigar esses riscos, o governo planeja expandir sua rede de estações meteorológicas automáticas, aumentando o número de 500 para 977 até junho de 2027.

Contexto

A atualização da rede de monitoramento e a frequência na coleta de dados climáticos são essenciais para impulsionar a capacidade de resposta a eventos climáticos adversos, além de auxiliar no planejamento agrícola.

Embora o relatório da OMM não forneça detalhes sobre os impactos em culturas específicas ou regiões, ele ressalta a necessidade de adaptação, informações meteorológicas atualizadas e colaboração técnica como elementos fundamentais para gerenciar melhor os desafios climáticos enfrentados na agricultura.

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