Novo documento foca principalmente na agropecuária, maior emissora de metano do país.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) lançou, nesta terça-feira (18/8), um caderno com 37 iniciativas projetadas para minimizar as emissões de metano nos principais setores responsáveis por essas emissões no Brasil.
Este documento enfatiza medidas para setores como agropecuária, gestão de resíduos, mudança no uso da terra e florestas, além da produção de energia. A agropecuária se destaca, pois é responsável por 75,8% das emissões de metano no país.
✨ Em 2024, foram emitidas 15,7 milhões de toneladas de metano, mais de 90% oriundas da criação de gado.
As ações sugeridas pelo SEEG visam melhorar o manejo dos sistemas produtivos e a gestão de resíduos na agropecuária, englobando desde planejamento territorial até assistência técnica e facilitação do acesso ao crédito. O objetivo é aumentar a participação de práticas sustentáveis por parte dos produtores.
Dentre as 15 propostas para o setor agropecuário, destacam-se o zoneamento para um planejamento territorial eficiente, a oferta de tecnologias conservadoras, maior assistência técnica e a criação de linhas de crédito que incentivem práticas agropecuárias menos poluentes.
Além disso, há recomendações para a recuperação de pastagens, implementação de sistemas integrados de produção, ajuste na idade de abate, e o uso de aditivos que possam reduzir a produção de metano durante a digestão dos bovinos. Outras ações incluem a melhora genética dos rebanhos e a redução da queima de resíduos agrícolas.
✨ O Brasil emitiu cerca de 21 milhões de toneladas de metano em 2024, mesmo após aderir ao Compromisso Global de Metano durante a COP26.
O caderno também aborda 12 propostas para o tratamento de resíduos, com foco em minimizar a geração de lixo, o encerramento de lixões e a ampliação da coleta seletiva. Outras cinco propostas se concentram na mudança de uso da terra e florestas, visando a prevenção e combate a incêndios.
Além disso, foram sugeridas cinco medidas para o setor energético, que incluem a redução de vazamentos de metano na cadeia do petróleo e gás, e uma transição para tecnologias que gerem menor emissão de gases.
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