Voltar
meio-ambiente
2 min de leitura

Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, continua ameaçado no Brasil

Espécie emblemática luta contra várias ameaças à sua sobrevivência

Gabriel Azevedo25 de junho de 2026 às 14:40
Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, continua ameaçado no Brasil

O tatu-bola, conhecido como mascote da Copa do Mundo de 2014, permanece classificado como uma espécie ameaçada no Brasil e receberá um novo plano de proteção neste ano. O animal, que é nativo da caatinga, enfrenta diversas ameaças que comprometem sua sobrevivência.

Desafios enfrentados pelo tatu-bola

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o tatu-bola é considerado 'em perigo' desde 2014. Esta categorização foi confirmada na recente atualização da lista oficial de espécies ameaçadas. O tatu-bola é encontrado em estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

As principais ameaças incluem perda de habitat, caça, atropelamentos e invasões territoriais.

Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola, alerta que a instalação de fazendas solares e turbinas eólicas nas proximidades de montanhas interfere diretamente nas áreas utilizadas pelo animal, dificultando a regeneração de vegetação essencial para sua sobrevivência.

Ações do governo para conservação

Recentemente, o governo federal expandiu o Parque Nacional da Serra das Confusões, adicionando 92 mil hectares e totalizando 916 mil hectares. Essa iniciativa se alinha aos esforços para promover a recuperação da caatinga. Outro projeto notável é o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-Bandeira, Tatu-Canastra e Tatu-Bola, conhecido como PAN Tatá, que visa mitigar ameaças à espécie nos próximos cinco anos.

Objetivos do PAN Tatá

O plano inclui ações como mapeamento genético, medidas para evitar atropelamentos e caça, e mobilização de comunidades rurais sobre práticas seguras e sustentáveis.

Felipe Melo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) menciona que a agricultura familiar pode coexistir com a conservação do tatu-bola no Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola. Além disso, a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural pode ajudar a formar corredores ecológicos que facilitam o movimento do animal entre habitats.

Importante não apenas como símbolo da Copa de 2014, o tatu-bola desempenha um papel fundamental na ecologia da caatinga, ajudando a controlar populações de insetos e contribuindo para a saúde do solo.

Foco nas áreas prioritárias

A nova estratégia de conservação prioriza ações em áreas específicas nos estados do Piauí, Bahia, Tocantins e Pernambuco, visando garantir a sobrevivência deste importante mamífero.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de meio-ambiente