Câmara aprova projeto que reduz área da Floresta do Jamanxim
Medida busca facilitar passagem da Ferrogrão e regularização fundiária

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei 2486/26, que altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, localizada no Pará, a fim de facilitar a construção da Ferrogrão (EF-170).
De autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) e com relatoria de José Priante (MDB-PA), o projeto foi enviado ao Senado e busca recategorizar parte da unidade de conservação, integrando aspectos de preservação ambiental e infraestrutura logística na região.
✨ Pela nova proposta, a Floresta do Jamanxim terá sua área reduzida de 1,3 milhão para 815 mil hectares, com 486 mil hectares transformados em Área de Proteção Ambiental (APA).
Além disso, o projeto abre espaço para a mineração na Floresta e na APA, desde que haja conformidade com os planos de manejo. Priante afirma que a medida visa resolver conflitos fundiários em uma região ocupada antes da criação da unidade, em 2006.
O texto prevê a realocação de moradores das áreas afetadas, oferecendo-os terras da União ou do Incra na Amazônia Legal. Enquanto não ocorre essa transição, as atividades econômicas poderão continuar normalmente.
Contexto
Essa regularização fundiária está condicionada à Lei 11.952/09, que exige verificação de ocupação anterior a 2004, levando em conta a ausência de desmatamento ilegal.
A proposta é crucial para o setor agropecuário, pois envolve questões de acesso à terra e segurança jurídica, afetando a viabilidade do transporte de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte.
Entretanto, há preocupações quanto ao impacto ambiental. Defensores da mudança ressaltam que oferece novas oportunidades econômicas, enquanto críticos apontam que pode minar a proteção ambiental e a integridade das unidades de conservação.
A tramitação no Senado, junto com questões judiciais sobre a alteração de áreas protegidas no Jamanxim, será crucial para delinear o impacto real da proposta. Apesar de aprovada, o texto ainda carece de detalhes sobre a implementação e os custos envolvidos na regularização fundiária.
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