Tecnologia avança no combate a incêndios em unidades de conservação
Inovações aumentam eficiência das brigadas no Cerrado.

Brigadas comunitárias que operam em unidades de conservação do Cerrado estão adotando novas tecnologias, como torres de monitoramento e algoritmos de detecção de fumaça, com o objetivo de melhorar a resposta a incêndios.
Entre as inovações está uma torre que começou a funcionar em maio no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. Equipadas com câmeras de alta resolução, as torres foram instaladas em locais estratégicos para aumentar a vigilância nas áreas mais vulneráveis a queimadas.
"O sistema consegue identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real, possibilitando alertas rápidos para as equipes de monitoramento
✨ Cerca de 90% do Parque Nacional da Serra da Bodoquena é atualmente coberto por esse novo sistema.
O Programa Copaíbas, que apoia essas iniciativas, é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e foca na preservação das florestas e no fortalecimento de comunidades tradicionais. Desde 2022, o programa tem investido em equipamentos e proteção individual para brigadas em unidades de conservação.
Em 2025, o programa destinou R$ 5 milhões para apoiar projetos relacionados ao Manejo Integrado do Fogo (MIF), promovendo uma resposta mais eficaz a incêndios. Outra ferramenta inovadora é o aplicativo Caminho do Fogo, que permite a comunicação entre equipes e o registro de operações, mesmo sem conexão à internet.
Contexto
Essas tecnologias visam aumentar a eficácia das ações preventivas e de combate a incêndios, mas ainda não há dados fechados sobre a redução de ocorrências após sua implementação.
Prevista para lançar sua primeira versão oficial em julho de 2026, o aplicativo agiliza o acesso a informações sobre incêndios, contribuindo ainda mais para a proteção das áreas preservadas.
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