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Meio Ambiente
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Tecnologia avança no combate a incêndios em unidades de conservação

Inovações aumentam eficiência das brigadas no Cerrado.

Gabriel Azevedo31 de maio de 2026 às 10:00
Tecnologia avança no combate a incêndios em unidades de conservação

Brigadas comunitárias que operam em unidades de conservação do Cerrado estão adotando novas tecnologias, como torres de monitoramento e algoritmos de detecção de fumaça, com o objetivo de melhorar a resposta a incêndios.

Entre as inovações está uma torre que começou a funcionar em maio no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. Equipadas com câmeras de alta resolução, as torres foram instaladas em locais estratégicos para aumentar a vigilância nas áreas mais vulneráveis a queimadas.

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O sistema consegue identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real, possibilitando alertas rápidos para as equipes de monitoramento

Guilherme Dalponti, consultor ambiental da Fundação Neotrópica do Brasil.

Cerca de 90% do Parque Nacional da Serra da Bodoquena é atualmente coberto por esse novo sistema.

O Programa Copaíbas, que apoia essas iniciativas, é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e foca na preservação das florestas e no fortalecimento de comunidades tradicionais. Desde 2022, o programa tem investido em equipamentos e proteção individual para brigadas em unidades de conservação.

Em 2025, o programa destinou R$ 5 milhões para apoiar projetos relacionados ao Manejo Integrado do Fogo (MIF), promovendo uma resposta mais eficaz a incêndios. Outra ferramenta inovadora é o aplicativo Caminho do Fogo, que permite a comunicação entre equipes e o registro de operações, mesmo sem conexão à internet.

Contexto

Essas tecnologias visam aumentar a eficácia das ações preventivas e de combate a incêndios, mas ainda não há dados fechados sobre a redução de ocorrências após sua implementação.

Prevista para lançar sua primeira versão oficial em julho de 2026, o aplicativo agiliza o acesso a informações sobre incêndios, contribuindo ainda mais para a proteção das áreas preservadas.

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