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Mercado Financeiro
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B3 enfrenta saída de capital externo e queda no Ibovespa em junho

Investidores retiram R$ 7,7 bilhões enquanto setor de tecnologia atrai atenção.

Gabriel Rodrigues04 de julho de 2026 às 08:20
B3 enfrenta saída de capital externo e queda no Ibovespa em junho

A Bolsa brasileira B3 registrou, em junho, um fluxo negativo de capital estrangeiro, com saídas totalizando R$ 7,785 bilhões. Este é o segundo mês consecutivo em que o mercado observa retirada de recursos internacionais, acumulando um saldo positivo de R$ 33,847 bilhões para 2026.

Apesar da saída líquida, o valor acumulado até agora representa um incremento de 26% em comparação ao primeiro semestre de 2025. A queda de capital ocorre após um pico histórico em abril, quando o saldo atingiu R$ 69,070 bilhões.

Fatores que influenciam o mercado

De acordo com especialistas do mercado, essa mudança está ligada tanto a fatores internos quanto externos. A negociação recente para o término do conflito no Irã revitalizou o interesse em mercados mais voltados à tecnologia, especialmente aqueles localizados na Coreia do Sul e Taiwan.

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Estamos observando uma rotação nos investimentos, movendo-se de ações consolidadas para ativos de crescimento mais promissores

João Scandiuzzi, BTG Pactual.

Embora empresas brasileiras ainda apresentem um perfil sólido, focado em dividendos e lucros, elas não têm o mesmo apelo de crescimento em relação às empresas do setor de tecnologia.

O Ibovespa recuou 1,1% em junho, impactado pela forte redução nos preços do petróleo.

A queda nos preços do petróleo, que chegaram a 20% após acordos de cessar-fogo entre EUA e Irã, contribuiu significativamente para o desempenho do índice, que enfrenta sua maior perda trimestral desde 2020.

Expectativas para o futuro

Com as taxas de juros novamente em evidência, a recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza uma postura cautelosa, sugerindo que cortes na taxa Selic podem estar fora de cogitação.

Rodrigo Geraldes, da Bradesco Asset Management, mencionou que o Brasil tinha, no início do ano, um potencial atrativo para investidores emergentes, devido a perspectivas de um dólar mais fraco e possíveis reduções de taxas de juros.

Para os próximos meses, as previsões do mercado indicam a possibilidade de uma recuperação gradual do capital estrangeiro na B3, embora em níveis inferiores ao pico de abril. Um relatório do Citi observa que o mercado brasileiro continua a apresentar preços descontados em comparação com os mercados desenvolvidos.

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