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Produção global de cacau cresce 61% e sinaliza recuperação

StoneX revisa superávit do cacau com previsão de novos desafios climáticos

Ricardo Alves29 de abril de 2026 às 12:50
Produção global de cacau cresce 61% e sinaliza recuperação

A produção de cacau teve um aumento expressivo de 61% no primeiro trimestre de 2026, indicando uma forte recuperação em relação à queda acentuada na safra anterior, segundo a consultoria StoneX.

StoneX ajustou suas previsões, apontando um superávit global de 247 mil toneladas para a safra 2025/26, impulsionado pelo aumento na produção. Contudo, a consultoria sinaliza que riscos climáticos podem ameaçar esse crescimento nos próximos ciclos.

Previsões e Desafios Climáticos

Embora o cenário de curto prazo seja positivo, com um excedente projetado para 2026/27 de 149 mil toneladas, especialistas estão preocupados com o fenômeno El Niño, que pode impactar a produção em regiões críticas como a África Ocidental.

El Niño historicamente reduz a produção global de cacau em cerca de 1,7%.

Lucca Bezzon, analista da StoneX, enfatiza que as condições climáticas favoreceram este aumento, mas o potencial impacto do El Niño adiciona uma camada de incerteza.

Contexto do Mercado

A demanda global ainda enfrenta desafios, com uma queda de 2,4% na moagem de cacau no primeiro trimestre de 2026, embora indicando sinais de estabilização em comparação a uma redução de 7,7% anterior.

No Brasil, a produção foi particularmente promissora. O aumento de 61% destaca uma recuperação significativa após a quebra de safra de 2023/24, com a Bahia, principal região produtora, observando riscos climáticos.

Projeções para o Futuro

Em relação aos principais países produtores, a Costa do Marfim prevê uma safra de 1,834 milhão de toneladas para 2025/26, com uma leve redução para 1,830 milhão para 2026/27 devido às variáveis climáticas. Gana também está na trajetória de crescimento, com expectativa de superar 600 mil toneladas.

A evolução do El Niño será crucial para determinar a produção futura e o comportamento do mercado, que caminha para a normalização após os desafios recentes.

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Ainda que o mercado mostre sinais de recuperação, depende da evolução da produção, da recuperação da demanda e do clima nos próximos meses

Lucca Bezzon.

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