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Preço do trigo dispara devido a condições climáticas adversas nos EUA

Problemas com clima elevam preocupações sobre a safra de trigo

Fernanda Lima28 de abril de 2026 às 16:45
Preço do trigo dispara devido a condições climáticas adversas nos EUA

Os preços do trigo continuam sua trajetória de alta na bolsa de Chicago, impulsionados por notícias sombrias sobre a safra nos Estados Unidos. Na última terça-feira, os contratos para julho tiveram um aumento de 4,45%, alcançando US$ 6,5775 por bushel, o valor mais alto desde junho de 2024.

Fatores climáticos prejudicam a produção

Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, destaca que as condições meteorológicas estão desfavoráveis para a colheita nos principais Estados produtores de trigo, como Kansas, Nebraska e Oklahoma. "O clima impacta fortemente as áreas produtoras, que enfrentam secas severas e riscos associados a geadas nas lavouras que já sofrem com a falta de água", explica.

Somente 30% dos cultivos de trigo de inverno nos EUA estão em boas condições, segundo o USDA.

Dados do USDA

O Departamento de Agricultura dos EUA indicou que 30% dos cultivos de trigo de inverno estão em boas e excelentes condições, uma estabilidade em relação à semana anterior, mas abaixo dos 49% do ano passado.

Além disso, a área plantada com trigo de primavera está atrasada, com apenas 19% semeada, comparado a 28% no mesmo período do ano anterior. Esse cenário é agravado por preocupações sobre a perda de produtividade na Rússia e Ucrânia, que são grandes exportadores do cereal, e também por custos elevados que devem impactar a próxima safra no Hemisfério Sul devido a tensões no Oriente Médio.

Impacto nos preços do milho e da soja

O preço do milho também teve um aumento na bolsa de Chicago, avançando 1,33% e fechando em US$ 4,7550 por bushel, refletindo a alta do trigo. Os dois cereais estão interligados no mercado, já que ambos são cruciais para a produção de ração animal.

Em contrapartida, os preços da soja caíram ligeiramente, com uma redução de 0,23%, para US$ 11,8925 por bushel. O USDA informou que 23% da área destinada à soja já foi plantada, um avanço considerável em relação à semana anterior, mas ainda aquém do desempenho do ano passado.

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