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Cotações de grãos caem sob influência de fundos e clima nos EUA

Mercado de milho e trigo enfrenta forte pressão na Bolsa de Chicago

Tiago Abech03 de junho de 2026 às 17:50
Cotações de grãos caem sob influência de fundos e clima nos EUA

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão de quarta-feira, 3 de dezembro, com uma queda de 2,04% na Bolsa de Chicago, alcançando US$ 4,3150 por bushel. Essa é a quarta perda consecutiva do cereal, influenciada principalmente por movimentos de fundos de investimento.

A pressão climática tem origem nas chuvas concentradas em estados como Nebraska, um dos maiores produtores de milho destinado à ração animal. As previsões indicam que essa umidade deve se espalhar para Iowa, outro importante estado produtor.

Mesmo com a queda nas cotações, exportadores dos EUA comunicaram ao USDA a venda de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, com entrega prevista para a safra 2026/27.

Trigo e Soja: Desempenho Negativo

No segmento do trigo, o contrato para julho também registrou uma queda significativa de 2,61%, fechando a US$ 5,8725 por bushel. A Grinvest destaca que o mercado continua a apresentar um movimento de baixa, especialmente no trigo, que recuou cerca de 2% durante a tarde.

Além disso, a Euronext reportou perdas similares, com mínimos históricos em três meses. As previsões climáticas favoráveis para as regiões produtoras dos EUA e Europa reduziram o risco climático, levando muitos analistas a crer que os preços podem ter atingido seu pico sazonal.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja também encerraram a quarta-feira em baixa, com o preço para entrega em julho caindo 0,97%, para US$ 11,5400 por bushel.

Esse desempenho negativo contrasta com a alta do óleo de soja, que impulsionou expectativas mais otimistas para os biocombustíveis nos Estados Unidos. Apesar disso, a soja em grão manteve uma tendência de queda, em razão da boa safra norte-americana e da pressão do dólar forte, especialmente em relação ao Brasil.

No mercado físico brasileiro, os preços da soja estão em alta, com um aumento expressivo entre 10 e 30 cents por bushel nos principais corredores de originação.

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