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Fluxos de capital para mercados emergentes crescem em abril

Recuperação nas entradas líquidas de portfólio aponta otimismo moderado

Acro Rodrigues11 de maio de 2026 às 16:25
Fluxos de capital para mercados emergentes crescem em abril

Os fluxos de capital para os mercados emergentes apresentaram uma recuperação em abril, registrando entradas líquidas de US$ 58,3 bilhões, conforme um relatório do Instituto de Finanças Internacional (IIF), divulgado nesta segunda-feira (11). Esse resultado marca uma inversão em relação à saída de US$ 66,2 bilhões ocorrida em março.

Crescimento impulsionado pela renda fixa

O aumento nas entradas foi amplamente impulsionado pelo segmento de renda fixa, em um contexto de redução inicial da aversão ao risco. Segundo o IIF, as emissões de dívida representaram US$ 51,9 bilhões das entradas em abril, enquanto o mercado acionário totalizou um positivo de US$ 6,4 bilhões, após um período de liquidações precedentes.

O resultado de abril sugere que o choque financeiro de março não provocou uma crise mais amplia no financiamento dos mercados emergentes.

Aumento de investimentos na América Latina

Na América Latina, os fluxos totalizaram US$ 17,5 bilhões no último mês, com US$ 13,3 bilhões direcionados à dívida e US$ 4,3 bilhões para ações. Em comparação ao mesmo período do ano passado, que registrou US$ 17,5 bilhões, a região acumulou US$ 60,7 bilhões em 2026, refletindo um crescimento significativo.

Retomada de emissões revela otimismo cauteloso

O IIF também reportou um aumento nas emissões, que subiram de US$ 3,1 bilhões em março para US$ 24,7 bilhões em abril, enquanto as emissões corporativas alcançaram US$ 37 bilhões, com destaque para operações em países como Brasil, Polônia e Sérvia.

Esses desenvolvimentos podem facilitar o acesso a captações de governos e empresas em mercados emergentes, embora o cenário continue delicado devido a fatores como inflação e políticas monetárias globais.

Apesar da melhora observada, o IIF adverte que essa recuperação deve ser vista apenas como um alívio inicial e não um indicador definitivo de normalização, ressaltando que a continuidade dos fluxos dependerá da estabilidade das emissões e da reação dos mercados às condições internacionais de juros e liquidez.

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