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Ibovespa cai com incertezas políticas e fiscais em meio a tensões globais

Queda do índice reflete cautela em relação a dados econômicos e conflitos externos

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 12:20
Ibovespa cai com incertezas políticas e fiscais em meio a tensões globais

O Ibovespa registrou uma queda expressiva na manhã desta sexta-feira (22), refletindo a combinação de incertezas políticas e fiscais no Brasil juntamente a tensões internacionais, especialmente no Oriente Médio. Às 11h42, o índice caiu 1,28%, atingindo 175.382,73 pontos após ter encerrado o pregão anterior com leve alta de 0,17%, a 177.649,86 pontos.

Esse movimento de desvalorização ocorreu em um momento crítico, com investidores à espera da publicação do relatório bimestral de receitas e despesas da União, previsto para o início da tarde. Além disso, declarações de membros da equipe econômica e do Banco Central estão gerando expectativa no mercado. Na última quinta-feira (21), Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, revelou que o bloqueio orçamentário, atualmente em R$ 1,6 bilhão, será aumentado e não haverá previsão de novos cortes.

A incerteza política está elevando a volatilidade dos ativos brasileiros.

No cenário externo, as negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã, além de novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, estiveram em foco. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã noticiou a passagem de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. Enquanto isso, o preço do petróleo subiu mais de 1%, contrastando com a ligeira queda de 0,13% do minério de ferro em Dalian, impactando ações ligadas a commodities na B3.

Além do mais, as bolsas em Nova York diminuíram os ganhos após a divulgação de um índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que apontou uma deterioração na confiança e um aumento nas expectativas de inflação para os próximos anos. Esses números acentuam a cautela do mercado quanto às decisões futuras do Federal Reserve, o que normalmente afeta os juros e o apetite por risco no Brasil, especialmente para setores que dependem de crédito e insumos importados.

Após este cenário, o mercado brasileiro permanecerá atento ao conteúdo do relatório fiscal e às questões sobre inflação e taxas de juros nos EUA. Embora o material ainda não apresente efeitos imediatos sobre segmentos do agronegócio, é possível observar um ambiente de crescente preocupação com custos financeiros, câmbio e preços de energia.

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