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Juros futuros sobem com aversão ao risco no mercado global

Mercado reage a perturbações externas e fraco desempenho no Brasil

Fernanda Lima15 de maio de 2026 às 10:40
Juros futuros sobem com aversão ao risco no mercado global

Os juros futuros apresentaram um aumento significativo na manhã desta sexta-feira (15), com a curva inteira em alta, especialmente nos vencimentos de médio e longo prazo. Esse cenário reflete a cautela que permeia os mercados internacionais, onde os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries norte-americanos estão em alta, enquanto o dólar se valoriza frente ao real.

Juros DI para 2027 subiram para 14,225%, maior patamar desde o ajuste anterior.

No mercado interno, o aumento dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) foi uma reação ao aumento do risco percebido no exterior. Às 9h15, o contrato do DI para janeiro de 2027 registrou uma subida para 14,225%, em comparação aos 14,180% anteriores. Para janeiro de 2029, o valor passou de 13,976% para 14,080%, e o DI referente a janeiro de 2031 subiu de 14,057% para 14,190%.

A alta dos juros também está ligada à elevação nos preços do petróleo e à ascensão dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que ocorre em um contexto de incerteza devido à falta de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, intensificando as preocupações com a inflação global.

Desempenho do setor de serviços no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o volume de serviços apresentou uma queda de 1,2% em março, pior do que as expectativas do mercado, que previam uma redução de 0,6%. Normalmente, resultados negativos na atividade econômica podem levar a uma pressão para a redução das taxas de juros mais curtas.

Apesar do fraco desempenho do setor de serviços, o mercado internacional parece ter influenciado mais fortemente as negociações na abertura da sessão. Além disso, preocupações políticas também são observadas, com agentes financeiros citando ruídos no noticiário que podem impactar a confiança do mercado.

A expectativa é que o comportamento dos DIs continue a seguir a tendência dos mercados de câmbio, petróleo e os rendimentos dos Treasuries. Sem alterações significativas nesses fatores, a influência da desaceleração do setor de serviços tende a ser limitada sobre a curva de juros no curto prazo.

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