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Juros futuros avançam em meio à incerteza internacional

Aumento da aversão ao risco impulsiona alta na B3

Camila Souza Ramos11 de maio de 2026 às 18:30
Juros futuros avançam em meio à incerteza internacional

Nesta segunda-feira, 11 de dezembro, os juros futuros na B3 fecharam em alta, atingindo novos patamares ao longo da curva. Essa alta foi impulsionada por um aumento da aversão ao risco nos mercados globais, especialmente após a percepção de impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Os contratos de juros tiveram um começo pressionado já na abertura do pregão, com alta superior a 16 pontos-base nos prazos intermediários e longos. Ao final da sessão, o DI para janeiro de 2027 subiu de 14,049% para 14,105%, enquanto o de janeiro de 2029 passou de 13,525% para 13,695%. O contrato para janeiro de 2031 também apresentou aumento, subindo de 13,605% para 13,765%.

O movimento no mercado de juros se intensificou diante de notícias sobre possíveis ações militares dos Estados Unidos contra o Irã, em resposta ao impasse nas negociações.

Além disso, a valorização do petróleo, com os contratos futuros avançando quase 3%, influencia o ambiente econômico. O barril de petróleo Brent para julho foi cotado a US$ 104,21. A atenção permanece voltada para a situação do Estreito de Ormuz, onde a possibilidade de bloqueios no fluxo de navegação mantém a incerteza elevada, segundo o relatório de Jim Reid, do Deutsche Bank.

Impacto na Política Monetária Brasileira

O ambiente externo adverso tem elevado a cautela em relação ao próximo Comitê de Política Monetária (Copom). Guilherme Almeida, da Suno Research, aponta que o Banco Central enfrenta desafios adicionais na calibração da taxa de juros. Informações de Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, indicam que a probabilidade de um corte de 25 pontos-base na Selic em junho caiu de 84% para 76%.

Projeções do Mercado

A expectativa para a Selic terminal no final de 2026 passou de 13,85% para 13,95%, enquanto a projeção para 2027 também sofreu alta, de 11% para 11,25%, indicando exigência por prêmios maiores nos juros.

Esses ajustes refletem a crescente demanda do mercado por maior clareza sobre os desdobramentos no cenário geopolítico e os próximos passos do Banco Central em relação à política monetária.

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