Mercado de soja registra quedas e avanços na colheita
Quarta-feira marca ajustes nos preços e avanços significativos na colheita

Na quarta-feira, o mercado de soja apresentou ajustes significativos, evidenciando quedas em Chicago, uma retração nos preços do petróleo e uma colheita bem-sucedida em regiões chave do Brasil.
Segundo dados da TF Agroeconômica, o contrato de julho de 2026 na CBOT encerrou a US$ 11,9975 por bushel, uma diminuição de 0,81% em meio à realização de lucros após as oscilações iniciais da semana.
✨ O Brent teve uma queda de 6,8%, atingindo US$ 104,52 devido à suspensão de uma ofensiva contra o Irã, reduzindo temporariamente a pressão sobre os preços do diesel.
No cenário nacional, a ABIOVE anunciou um aumento na previsão de processamento de soja para um recorde de 62,5 milhões de toneladas em 2026. A ANEC, por sua vez, espera exportações superiores a 16 milhões de toneladas em maio, das quais cerca de 70% devem ser enviadas para a China.
Na avaliação da colheita em estados brasileiros, Rio Grande do Sul alcançou 95% da área plantada, com a Emater/RS-Ascar prevendo uma quebra de 6%, mas com uma qualidade dos grãos considerada boa. O preço do porto de Rio Grande apresentou uma queda de 0,76%, agora custando R$ 130,00 por saca.
Santa Catarina revelou uma leve retração nos preços internos, contudo, o porto de São Francisco do Sul viu um aumento significativo de 44% nas exportações de abril, com um total de 789 mil toneladas enviadas à China, resultando em uma saca de R$ 131,00 na região.
Em Paranaguá, Paraná, o preço se manteve em R$ 130,00 no mercado disponível, com 96% da colheita já realizada. O aumento das entregas da safrinha de milho tem gerado pressão no espaço de armazenamento.
Mato Grosso do Sul reportou uma produção histórica de 17,759 milhões de toneladas, mas a alta de 65,2% no preço dos fertilizantes NPK em um ano continuam a afetar as margens de lucro dos produtores.
Além disso, Mato Grosso concluiu uma safra de 51,56 milhões de toneladas, enfrentando desafios de estresse no armazenamento, com 13,53% da produção de 2026/2027 já comercializada.
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