Economia brasileira inicia maio com sinais mistos, aponta Rabobank
Avaliação revela resiliência, mas também desafios inflacionários e externos.

A economia do Brasil começa o mês de maio apresentando um panorama misto, com indícios de resiliência em algumas atividades, inflação pressionada e um cenário externo repleto de incertezas econômicas e geopolíticas.
Segundo análise do Rabobank, os riscos internacionais permanecem elevados e as previsões para a moeda e indicadores domésticos foram ajustadas.
Relações Comerciais e Cenário Internacional
Recentemente, um encontro entre os líderes Xi Jinping e Donald Trump em Pequim reacendeu a comunicação entre a China e os Estados Unidos, embora sem resultados tangíveis em questões essenciais, como tarifas e comércio.
Assim, o ambiente de trocas comerciais não apresenta mudanças significativas no curto prazo.
✨ Rabobank projetou o dólar a R$ 5,40 ao final de 2026, abaixo da previsão anterior de R$ 5,55, mas mantendo a tendência de valorização em relação ao real.
Impactos no Mercado de Trabalho e na Arrecadação
No campo do emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) reportou a criação de 228.208 novas vagas formais em março, superando as expectativas do mercado e do próprio Rabobank.
Entretanto, a taxa de desemprego, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), subiu para 6,1%, revertendo uma recente tendência de queda.
A arrecadação federal também se manteve robusta, atingindo R$ 229,2 bilhões em março, refletindo um crescimento real de 5,0% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, influenciada pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Produção e Comportamento do Setor
No entanto, o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 73,8 bilhões, afetado pelocalendário de pagamento de precatórios.
Em termos de produção, a indústria teve um leve crescimento de 0,1% em março, marcando a terceira alta consecutiva no ano.
No comércio exterior, a balança registrou um superávit histórico de US$ 10,5 bilhões em abril.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril desacelerou para 0,67%, embora os setores de alimentação e saúde ainda exerçam pressão sobre o índice.
Enquanto isso, o varejo restrito cresceu 0,5%, alcançando um recorde na série histórica, e o varejo ampliado subiu 0,3%. Por outro lado, o setor de serviços registrou uma queda de 1,2% em março, indicando uma desaceleração.
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