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Mercados agrícolas se recuperam com alta no trigo e soja

Condicionantes climáticos e novas demandas impulsionam cotações.

Mariana Souza23 de junho de 2026 às 09:15
Mercados agrícolas se recuperam com alta no trigo e soja

Os mercados agrícolas começaram a semana em ascensão, com os preços internacionais do trigo, soja e milho apresentando recuperação. Este movimento é decorrente da avaliação das condições climáticas e do desenvolvimento das lavouras.

De acordo com a análise da TF Agroeconômica, as cotações nas bolsas internacionais mostraram um aumento significativo, enquanto os operadores de mercado continuam atentos às influências do clima na produtividade agrícola.

Trigo e Soja em Alta

Os mercados europeus de trigo reagiram de forma robusta, com os contratos alcançando perto dos valores máximos vistos há um mês. O cereal, juntamente com a colza e o milho, ultrapassou os níveis de suporte técnico, sinalizando uma tendência de alta.

Nos EUA, a colheita do trigo de inverno atinge 40% da área plantada, um avanço em relação à semana anterior. Contudo, relatos de produtores indicam menores rendimentos numa série de regiões devido a condições climáticas adversas anteriormente registradas.

A soja teve valorização no pregão noturno em Chicago, impulsionada por novas demandas e rumores sobre compra pela China.

Apesar de uma melhora, a previsão de chuvas nos próximos dias no cinturão produtor dos EUA pode limitar uma recuperação mais acentuada. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informa que 66% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, um índice semelhante ao da semana passada, com a fase de floração atingindo 9% da área cultivada.

Desempenho do Milho

No mercado de milho, a Europa registrou novos máximos, impulsionada por preocupações com as altas temperaturas e a seca presentes em regiões produtoras. Por outro lado, em Chicago, os contratos futuros permanecem próximos aos limites de apoio, influenciados pelo crescimento satisfatório das lavouras americanas.

O USDA manteve a proporção de áreas classificadas como boas ou excelentes em 68%, demonstrando uma estabilidade no desempenho das lavouras sob as condições climáticas atuais.

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