Mercados agrícolas sobem com promessas de compra da China
Expectativas crescem após compromisso chinês de US$ 17 bilhões em produtos

Os mercados agrícolas em Chicago abriram em alta, impulsionados pelo aumento das compras e ajustes nas expectativas de demanda internacional por grãos.
Conforme informações da TF Agroeconômica, esse movimento positivo ocorre após a Casa Branca confirmar que a China se compromete a adquirir um mínimo de US$ 17 bilhões anualmente em produtos agrícolas dos EUA durante a safra de 2026/2028.
Desempenho do trigo e da soja
Os contratos de trigo, que enfrentaram três dias de perdas, mostram recuperação. O contrato para julho de 2026 apresenta alta de 21 pontos, alcançando US$ 656,75 na CBOT, enquanto o de dezembro sobe 18,50 pontos, fixando-se em US$ 704,25.
No Brasil, o estado do Paraná registra preços de R$ 1.356,68 por tonelada, uma elevação de 0,25% no dia, enquanto o Rio Grande do Sul registra R$ 1.299,34, com aumento de 0,33%. Este progresso é atribuído a aquisições de fundos e à expectativa de que parte do compromisso da China possa incluir trigo, com o USDA prevendo importações de 6 milhões de toneladas pela nação asiática na safra 2026/2027.
Vale notar que a difícil situação das lavouras de inverno nos EUA, com mais de 70% das áreas afetadas pela seca, também contribui para a elevação dos preços.
No segmento da soja, a retomada de negociações pela China com o mercado americano gerou otimismo. O contrato para julho de 2026 subia 23,75 pontos, atingindo US$ 1.200,75, enquanto o de maio de 2027 crescia 21 pontos.
Os preços do farelo e do óleo de soja também apresentaram alta, com referências no interior do Paraná a R$ 122,88 por saca e no porto de Paranaguá, a R$ 129,14.
✨ A TF Agroeconômica observa que esses números não indicam grandes mudanças, já que refletem a continuidade das compras feitas pelos chineses, sem impacto na competitividade do Brasil.
Situação do milho
O milho também apresentou avanço em Chicago, seguindo a mesma onda especulativa, com julho de 2026 subindo 14 pontos, a US$ 469,75. No Brasil, no entanto, o milho na B3 para julho estava a R$ 66,79, apresentando uma queda de 0,23%, enquanto no mercado físico o preço recuava para R$ 65,36.
Por fim, as previsões meteorológicas para o Centro-Oeste indicam chuvas que podem atrasar o plantio, mas que prometem melhorar a umidade do solo nas lavouras.
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