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Mercado Financeiro
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Movimentação mista nos mercados agrícolas afeta preços de commodities

Mudanças climáticas e geopolíticas impactam volatilidade do setor

Tiago Abech06 de abril de 2026 às 10:15
Movimentação mista nos mercados agrícolas afeta preços de commodities

Os mercados agrícolas entraram em uma nova semana apresentando comportamentos variados nas principais commodities, influenciados por fatores climáticos, geopolíticos e financeiros. Esse cenário resultou em flutuações de preços que têm preocupado investidores em todo o mundo.

Conforme informações da TF Agroeconômica, a volatilidade é a palavra de ordem, pois os agentes do mercado permanecem atentos a eventos globais e a dados econômicos relevantes. No caso do trigo, os contratos em Chicago tiveram uma abertura de semana negativa, marcando uma reversão nas altas que se verificaram no início de abril, retornando a um padrão de preços observado desde março.

As previsões de chuvas acima da média nos Estados Unidos têm contribuído para a recuperação das lavouras, pressionando os preços do trigo para baixo.

No mercado interno, o cenário é misto, com alta nos preços do trigo no Rio Grande do Sul, enquanto o Paraná registrou uma leve queda. Apesar disso, ambos os estados ainda mantêm uma valorização em comparação com o final de março.

A soja, por outro lado, apresenta alta em Chicago, impulsionada pelas crescentes tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente os preços do petróleo e geram preocupações sobre a inflação global. Esse clima de incerteza geopolítica também coincide com a quase conclusão da colheita brasileira, que já ultrapassa 79% da área plantada.

Outro ponto de atenção para o mercado são os indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar decisivamente as políticas monetárias e, consequentemente, o preço das commodities.

Em contrapartida, o milho apresenta uma tendência de queda tanto no mercado internacional quanto no Brasil. O excesso de estoques e a expectativa de aumento na produção pressionam os preços para baixo, resultando em uma cotação média no mercado interno abaixo de R$ 70 por saca. Em Chicago, a situação é semelhante, onde o milho também recua devido à previsão de um plantio acima do esperado, apesar de alguma sustentação fornecida pela demanda nas exportações.

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