Mercados agrícolas apresentam leve alta em julho, com foco no trigo
O cenário global influencia os preços de trigo, soja e milho

Os mercados agrícolas começaram julho com movimentos moderados, influenciados por ajustes de oferta, condições climáticas e demanda internacional.
✨ Trigo registra alta após a redução da área plantada nos EUA para o menor nível desde 1877.
Conforme dados da TF Agroeconômica, o preço do trigo subiu devido à revisão do USDA que cortou a estimativa de área plantada nos Estados Unidos de 17,73 milhões para 17,30 milhões de hectares. Esse ajuste também reduziu a área prevista para a colheita de 13,31 milhões para 12,98 milhões de hectares.
Os estoques de trigo em 1º de julho foram avaliados em 25,04 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado, o que pode levar a uma nova redução dos estoques finais no relatório previsto para 10 de julho.
Em termos de preços, a tonelada de trigo foi cotada a R$ 1.368,63 no Paraná e R$ 1.329,48 no Rio Grande do Sul.
Soja e milho no começo do mês
A soja, por sua vez, abriu julho com pequenas variações de preço, após os dados de área e estoques gerarem volatilidade no mercado. Com um aumento de cerca de 5% na área plantada nos Estados Unidos, a oferta esperada se amplia, embora muitos desses dados já refletissem nos preços atuais.
Atualmente, o clima no Meio-Oeste e a demanda da China estão se tornando fatores decisivos. A saca de soja foi negociada a R$ 127,43 no interior do Paraná e R$ 133,58 em Paranaguá, favorecida pelos prêmios de exportação e embarques superando a média histórica.
O milho também registra uma leve alta, sustentado pela estabilidade nas projeções de área plantada e colheita nos Estados Unidos, apesar das chuvas previstas que limitam os ganhos. Na B3, o milho para julho de 2026 subia 0,25%, alcançando R$ 64,86, enquanto o preço físico era de R$ 63,58.
No cenário econômico, o dólar avançava para R$ 5,2090, enquanto o preço do petróleo Brent recuava para US$ 72,21, e o índice do dólar subia 0,16%.
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