Pressões inflacionárias e avanço do petróleo impactam preços.

O contrato de ouro para dezembro viu uma queda de 1,07%, finalizando o dia a US$ 4.481,5 por onça-troy. Apesar dessa baixa, o metal precioso registrou um crescimento de 10,68% no mês, em meio a crescentes pressões inflacionárias.
A queda do preço do ouro segue o aumento dos preços do petróleo e comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, que reforçaram a expectativa de uma abordagem mais rigorosa em relação à inflação. À medida que os juros dos Treasuries aumentam, o ouro, que não gera rendimento, se torna menos atrativo.
O aumento no preço do petróleo, que impactou as expectativas inflacionárias, foi um fator significativo. Segundo Kaynat Chainwala, da Kotak Neo, a situação deve seguir dependente das tendências das taxas de juros do Fed, já que uma postura mais restritiva prolongaria a retração nos preços do ouro.
Enquanto isso, a prata para dezembro caiu 1,16%, fechando em US$ 66,99 por onça-troy, mas ainda acumulou uma alta de 15,78% ao longo do mês.
"‘Ataques dos EUA perto do Estreito de Ormuz trouxeram um novo fator de pressão negativa com a alta do petróleo, elevando as expectativas de inflação’.
✨ Ouro acumula ganhos mensais de 10,68% apesar da queda diária.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou sobre a performance dos Treasuries, destacando que o mercado tem se comportado melhor que outros mercados internacionais, o que sugere uma dinâmica específica e não implica na deterioração dos papéis americanos.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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