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Fed descarta cortes de juros e reforça foco em inflação

Christopher Waller destaca a importância da política monetária restritiva

Giovani Ferreira22 de maio de 2026 às 13:50
Fed descarta cortes de juros e reforça foco em inflação

Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, afirmou que não faz sentido discutir cortes nas taxas de juros no horizonte próximo, considerando os recentíssimos dados econômicos.

Durante um evento na Frankfurt School of Finance & Management, Waller alertou que se as expectativas de inflação de curto prazo aumentarem, isso representaria um risco para a política monetária atual.

Waller defende a independência do Fed e avalia que a circulação das reservas pode ser reduzida em até US$ 500 bilhões.

O diretor também destacou que a elevação das expectativas inflacionárias ao longo dos próximos anos será um desafio para a condução da política do banco, enfatizando que medidas poderiam ser necessárias, embora não tenha especificado quais.

O papel da inflação e expectativas

Waller revelou sua preferência por indicadores de mercado para mensurar as expectativas inflacionárias, o que indica uma manutenção de uma política monetária mais rigorosa. Essa abordagem ocorre em um contexto em que a inflação e as decisões do banco central estão na mira dos investidores.

Contexto Adicional

Recentemente, foi informado que Kevin Warsh tomaria posse como líder do Fed, o que também tem gerado expectativa sobre a futura direção da política monetária nos Estados Unidos.

Adicionalmente, Waller afirmou que a normalização do balanço patrimonial do Fed não retornará aos níveis vistos em 2008, mas que uma redução na faixa de US$ 300 bilhões a US$ 500 bilhões é uma possibilidade.

A posição do Fed em manter juros mais altos por mais tempo pode impactar diretamente vários fatores econômicos globais, como o câmbio e a avaliação de ativos, afetando especialmente o agronegócio e suas interações com o dólar e as exportações.

Com a ausência de novas diretrizes sobre a taxa de juros, o foco do mercado permanece em monitorar a inflação e outros indicadores econômicos, além das futuras deliberações do Federal Reserve.

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