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Mercado Financeiro
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Petróleo avança devido a tensões no Oriente Médio e queda nos estoques

Alta nos preços reflete incertezas geopolíticas e logística

Gabriel Rodrigues03 de junho de 2026 às 16:30
Petróleo avança devido a tensões no Oriente Médio e queda nos estoques

Os preços do petróleo encerraram alta nesta quarta-feira (3), marcando a terceira sessão consecutiva de valorização, impulsionados pela crescente tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. O agravamento da percepção de risco acerca da continuidade do conflito no Oriente Médio e do fluxo de petróleo global teve um impacto direto nas negociações.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para julho teve um aumento de 2,4%, ou US$ 2,26, fechando a US$ 96,02. O preço do Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,89%, ou US$ 1,81, encerrando a US$ 97,81.

O aumento nos preços reflete declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre possíveis ações militares dos EUA contra o Irã.

Paralelamente, a situação no Estreito de Ormuz permanece tensa, com novas acusações sobre ataques que envolvem embarcações na área. A incerteza quanto à normalização do tráfego no estreito afeta as expectativas de escoamento de petróleo. Em resposta, o primeiro-ministro do Iraque anunciou a reabertura das operações de empresas petrolíferas no Curdistão a partir de quinta-feira (4).

Adicionalmente, os estoques de petróleo nos Estados Unidos mostraram uma queda significativa de 7,974 milhões de barris na última semana, superando as previsões que apontavam uma redução de 3,3 milhões de barris. Essa diminuição nos estoques intensifica a preocupação com a oferta futura.

Para o setor do agronegócio, a evolução do preço do petróleo é crucial, pois influencia diretamente os custos de diesel, frete e insumos. Contudo, esses efeitos dependem também do mercado interno, da cotação do dólar e da política de preços adotada no país.

Assim, nas próximas semanas, a tendência das cotações do petróleo estará atenta à evolução do confronto no Oriente Médio, à situação do Estreito de Ormuz, e à dinâmica de oferta e demanda global.

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