Governo mantém imposto sobre exportação de petróleo devido a tensões no Oriente Médio
Decisão é reflexo da instabilidade geopolítica na região.

A intensificação das tensões no Oriente Médio fez com que o governo brasileiro decidisse manter o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo e minerais betuminosos pelos próximos 60 dias. Essa ação, tomada na última quinta-feira (9) pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), reflete a preocupação com o abastecimento interno de combustíveis.
Motivos da Decisão
A decisão do governo surge em meio à piora da situação geopolítica na região, especialmente após o aumento de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, além das novas instabilidades no Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte mundial de petróleo.
✨ O preço do barril Brent ultrapassou os US$ 80, reforçando os temores sobre possíveis interrupções na oferta global.
Com o aumento da incerteza internacional, o governo interrompeu seu plano anterior que visava a diminuição gradual dos subsídios ao combustível. Essa mudança de estratégia busca evitar a falta de combustíveis no mercado interno e garantir matéria-prima para as refinarias.
Contexto
O imposto de exportação sobre combustíveis foi introduzido como resposta à alta internacional dos preços, que é diretamente ligada ao conflito no Oriente Médio. Inicialmente, o governo pretendia eliminar esse imposto se os preços do petróleo permanecessem baixos.
Além disso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que o cronograma para descontinuar os subsídios está sendo revisto, refletindo o cenário volátil do mercado internacional. A próxima avaliação da alíquota do imposto ocorrerá em 30 dias, considerando a evolução da situação no Oriente Médio e o impacto sobre os preços internacionais de petróleo.
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