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Petróleo cai após nova proposta do Irã ao Paquistão

Queda das cotações indica alívio temporário em meio a tensões geopolíticas.

Giovani Ferreira02 de maio de 2026 às 13:10
Petróleo cai após nova proposta do Irã ao Paquistão

Os contratos futuros de petróleo apresentaram queda nesta sexta-feira, 1º de dezembro, após a divulgação de que o Irã fez uma proposta de acordo ao Paquistão, que atua como mediador nas conversas com os Estados Unidos. Essa nova dinâmica sugere uma possível redução dos riscos de interrupções no Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho recuou 2,98%, equivalente a US$ 3,13, encerrando o pregão a US$ 101,94 por barril. Enquanto isso, na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o Brent para julho caiu 2,02%, ou US$ 2,23, atingindo US$ 108,17 por barril.

Apesar da queda no dia, ambos os tipos de petróleo registraram valorização significativa durante a semana, com o WTI acumulando 7,99% e o Brent subindo 9,12%.

Um relato da CNN afirmou que, de acordo com uma fonte iraniana, o Irã poderia revitalizar as negociações caso os EUA levantem o bloqueio aos portos iranianos e garantam a reabertura integral do Estreito de Ormuz. Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, reiterou que a cessação do conflito e a construção de uma paz duradoura são prioridades.

Do lado americano, o presidente Donald Trump expressou descontentamento em relação ao Irã após recentes diálogos. A Axios informou que Washington procura centralizar a questão nuclear nas discussões, um ponto que ainda representa um obstáculo nas negociações.

Samer Hasn, analista da XS.com, afirmou que os EUA devem focar no programa nuclear iraniano antes de considerar uma reabertura total da rota no mar. Essa condição mantém o nível de volatilidade elevado. Para importadores de petróleo e cadeias logísticas dependentes do transporte marítimo, a queda desta sessão oferece um respiro, mas o aumento acumulado na semana demonstra que os riscos geopolíticos ainda estão refletidos nos preços.

Os próximos movimentos dos contratos serão amplamente influenciados pelo progresso das negociações e por sinais claros sobre as operações no Estreito de Ormuz. Sem uma resolução diplomática, há a expectativa de que o mercado mantenha um prêmio de risco nas cotações, conforme analisam especialistas e instituições financeiras do setor.

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