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Mercado global de commodities enfrenta tensões geopolíticas e climáticas

Análise do Rabobank destaca incertezas no comércio e fenômeno El Niño

Giovani Ferreira15 de abril de 2026 às 08:15
Mercado global de commodities enfrenta tensões geopolíticas e climáticas

O mercado global está em alerta em decorrência de uma combinação de fatores climáticos e geopolíticos que afetam diretamente as commodities agrícolas e energéticas.

Uma análise recente do Rabobank aponta que decisões do comércio internacional, junto a condições climáticas, aumentam a incerteza para os meses seguintes.

Em 13 de abril, o presidente dos Estados Unidos implementou um bloqueio sobre embarcações que frequentam portos do Irã, visando diminuir as exportações de petróleo do país e pressionar as negociações entre as duas nações.

Em reação, o Irã ameaçou aumentar as tensões na região do Golfo, mantendo um bloqueio no Estreito de Ormuz e sinalizando possíveis ataques a portos estratégicos.

Paralelamente, a China, principal compradora de petróleo iraniano, manifestou que poderá adotar ações contra os Estados Unidos caso tarifas mais altas sejam impostas sobre seus produtos.

O relatório do CPC dos Estados Unidos indica uma maior possibilidade de formação do fenômeno El Niño entre maio e julho de 2026.

Este fenômeno, que pode se estender até o final do ano, poderá atingir uma forte intensidade, dependendo das condições climáticas nos próximos meses.

Apesar dos riscos climáticos associados ao El Niño, os mercados de commodities agrícolas ainda não registraram uma reação significativa a este novo cenário.

No setor de açúcar, os preços caíram na semana encerrada em 13 de abril, mesmo diante das perspectivas climáticas que poderiam impactar a produção no continente asiático na próxima safra.

A pressão de fundamentos globais mais fracos prevalece, levando fundos de investimento a interromperem suas compras e a aumentarem as posições de venda.

Como resultado, o contrato ativo do açúcar atingiu seu menor patamar em quase seis semanas.

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