Ambiente externo e IPCA-15 contribuem para redução das taxas.

Os juros futuros passaram por uma expressiva queda nesta sexta-feira, 26, impulsionados pela redução nos preços do petróleo e pela crescente expectativa de um corte na taxa Selic. O impacto dessa nova dinâmica é evidente, conforme os dados do IPCA-15 divulgados na quinta-feira mostraram um resultado abaixo do que o mercado havia previsto.
No fechamento do mercado, as taxas do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentaram variações significativas. O DI para janeiro de 2027 caiu de 14,091% para 14,050%, atingindo o menor patamar desde 25 de maio. Da mesma forma, o DI para janeiro de 2028 recuou de 14,246% para 14,180%, e o contrato para janeiro de 2029 passou de 14,339% para 14,255%.
A curva de juros aprofundou suas perdas, especialmente na ponta curta, que acumulou uma queda média de 20 pontos-base na semana, enquanto os contratos de maturidade mais longa sentiram uma redução de cerca de 50 pontos. O mercado aponta que os fatores externos foram determinantes para essa tendência nas taxas, sobrepondo-se às condições internas.
✨ Queda no preço do petróleo impactou diretamente as taxas futuras.
Em termos de indicadores locais, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou que a taxa de desemprego se manteve em 5,6% no trimestre encerrado em maio, alinhando-se com as expectativas do mercado.
No cenário internacional, o preço do petróleo Brent registrou uma desvalorização de quase 10% na semana, fechando a sexta-feira cotado a US$ 72, retomando níveis anteriores ao conflito no Irã. O economista-chefe da Nomos Investimentos, Beto Saadia, comentou sobre a continuidade do fluxo no Estreito de Ormuz, apesar da instabilidade na região.
O cenário de queda do petróleo, combinado com a leitura positiva do IPCA-15 e uma taxa de desemprego estável, fortalece as expectativas de um corte na Selic já em agosto, indicando um ambiente econômico favorável.
Com esta combinação de fatores, o mercado encerrou a semana com um clima de otimismo, particularmente em relação às futuras reduções da taxa de juros.
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