Pagamentos B2B no Brasil: 77% são realizados a prazo, aponta estudo
Levantamento da Qive revela que crédito e a utilização de boletos dominam o setor.

Uma análise recente sobre pagamentos B2B no Brasil revelou que a maior parte das transações é feita a prazo. De acordo com o Panorama do Contas a Pagar, desenvolvido pela Qive, 77% das operações entre empresas ocorrem com prazo de pagamento.
Lucros e liquidações a prazo
O estudo, que revisou mais de 500 milhões de notas fiscais emitidas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, identificou a movimentação de impressionantes R$ 4,1 trilhões fora do regime de pagamento imediato. Quando considerado somente transações com mais de 15 dias entre emissão e quitação, o valor chega a R$ 2,41 trilhões, o que corresponde a 51,2% do total de documentos emitidos no período por meio de boletos e duplicatas.
"No B2B brasileiro, pagar a prazo não é exceção, é regra e parte da infraestrutura da economia real
✨ A maior parte das transações B2B exige que as empresas gerenciem melhor seu capital de giro.
Contexto
A média dos pagamentos a prazo, especialmente aqueles com prazos maiores, mostra que o mercado busca soluções mais simples. Aproximadamente 77% das operações superiores a 15 dias são quitadas em uma única parcela.
Setores em destaque
O levantamento destacou que o varejo é o principal responsável por essa configuração, correspondendo a 65,6% das compras a prazo, totalizando R$ 655 bilhões. A indústria seguiu de perto, com 15,1% do volume e R$ 463 bilhões em transações. Juntas, essas duas áreas representam cerca de 87% do total em boletos e duplicatas.
"No varejo, o prazo com fornecedores é uma ferramenta de gestão de caixa em um setor de margens apertadas e alta rotatividade de estoque
- 1Varejo: 65,6% das compras a prazo
- 2Indústria: 15,1% do volume total
- 3Saúde: 90,2% dos valores movimentados a prazo
No setor de saúde, foi observado que 90,2% dos valores movimentados ocorreram a prazo, com a maioria utilizando boletos e duplicatas, devido aos longos prazos de recebimento das operadoras.
Mudanças regulatórias em curso
Uma transformação importante está a caminho com a introdução da Duplicata Escritural, uma versão digital da tradicional, que começará a ser adotada voluntariamente em 2026. O modelo deverá se tornar obrigatório para grandes empresas até o final do ano, com extensão para médias e pequenas empresas até 2027.
"A Duplicata Escritural é um divisor de águas para reduzir fraudes e aumentar a eficiência do crédito entre empresas
Essa nova abordagem, registrada em sistemas autorizados e vinculada à Nota Fiscal Eletrônica, permitirá uma maior transparência nas operações e possibilitará que instituições financeiras antecipem recebíveis com segurança, acelerando o fluxo de caixa para as empresas.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de mercado

Vale S.A. Registra Valorização em Dia de Alta Geral no Mercado
Ações da mineradora se destacam apesar da queda nos contratos futuros de minério de ferro.

Mercado financeiro: Ibovespa mantém viés otimista
Petroleo tem leve queda no setor de energia

Segurança em Laboratórios da Unicamp Sob Suspeita Após Desaparecimento de Amostras Biológicas
Incidente gera preocupações sobre controle e proteção em ambientes de pesquisa crítica

Crescimento do Mercado de Controle Biológico para Lagartas no Brasil: A Revolução Verde nas Lavouras de Milho
Uso de bioinseticidas cresce 86% e impulsiona revolução sustentável nas lavouras brasileiras






