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ADM mira expansão da soja no Brasil com projeção de recorde de safra

Brasil é considerado estratégico para processamento de soja pela ADM

Gabriel Rodrigues06 de maio de 2026 às 04:05
ADM mira expansão da soja no Brasil com projeção de recorde de safra

A ADM, uma das líderes globais no setor alimentício, enxerga o Brasil como um ponto estratégico para ampliar o processamento de soja, especialmente em um contexto de safra recorde e demanda crescente por biodiesel e produtos de proteína animal.

O país apresenta energia a preços competitivos e condições propícias para aumentar a produção, principalmente em áreas atualmente ocupadas por pastagens degradadas. Jayson Lee, vice-presidente de esmagamento de grãos da ADM para a América Latina, destaca que a companhia está perto de operar em sua capacidade máxima, o que é positivo para a eficiência e lucratividade.

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Hoje estamos operando muito próximo à capacidade máxima de nossas fábricas. Acreditamos que o Brasil oferece oportunidades de crescimento relevantes a médio prazo devido à continuidade de safras recordes e ao aumento da demanda por produtos de maior valor agregado no mercado interno.

Recentemente, a ADM investiu na expansão de três unidades de processamento de oleaginosas, o que adicionou 400 mil toneladas à sua capacidade de esmagamento anual em Campo Grande (MS), Porto Franco (MA) e Uberlândia (MG). Em 2025, a empresa processou 5,4 milhões de toneladas de soja, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

Projeções indicam que o Brasil deve alcançar 61,5 milhões de toneladas de esmagamento de soja em 2026, um recorde histórico.

Dados Relevantes

A produção de farelo de soja é estimada em 47,4 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,3 milhões de toneladas para 2026, segundo a Abiove.

Apesar de ser um dos maiores produtores de soja, o Brasil ainda destina a maior parte da produção para exportação. O processamento crescente reflete a demanda interna por produtos de maior valor agregado, vital para a economia brasileira, pois diversifica a oferta e gera empregos.

Lee observa que o mercado de commodities agrícolas impõe desafios quanto à margem de lucro e à diferenciação dos preços, o que implica uma gestão de custos eficiente para manter a rentabilidade.

Entre os desafios apontados estão os custos logísticos, imprescindíveis para integrar a produção com mercados estratégicos de maneira eficaz. A ADM está investindo em soluções logísticas alternativas, como a ferrovia e hidrovias, que podem reduzir significativamente os custos de transporte.

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A diversificação de modais, como o uso de ferrovias que podem diminuir os custos em até 30% e hidrovias em até 50%, é uma estratégia implementada para otimizar a logística e aumentar a competitividade.

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