Agtechs brasileiras avançam, mas enfrentam desafios de investimento
Estudo revela que setor agritech ainda luta por inovação e recursos.

Um estudo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP) revela que o setor de agtechs no Brasil demonstra um avanço considerável em sua maturidade. No entanto, a inovação permanece concentrada em regiões específicas e as startups ainda enfrentam dificuldades para atrair investimentos.
Cenário das Agtechs
A pesquisa identificou 170 agtechs, ajudando a mapear seu perfil e os indicadores mais significativos do setor. O levantamento indica que 79% das agtechs possuem dois ou mais parceiros estratégicos, sendo que os hubs de inovação são citados por 52,9% das empresas, seguidos pelas instituições acadêmicas, mencionadas por 50%.
"Esses dados mostram a sinergia entre ciência, tecnologia e agronegócio, vital para desenvolver soluções eficazes no campo
✨ 32,9% das agtechs estão ativas há mais de cinco anos, superando o 'vale da morte' das startups.
Para se manterem no mercado, 51,4% dos empreendedores ajustaram suas estratégias, demonstrando uma capacidade adaptativa notável. A maioria das empresas está em estágios intermediários de desenvolvimento, com 32,9% nas etapas de validação e 26,4% de tração.
Modelos de Negócios
As soluções em nuvem estão ganhando destaque, com 39,2% das empresas optando pelo modelo SaaS (Software as a Service), enquanto 50,6% atuam no modelo B2B, oferecendo produtos e serviços para outras empresas.
Concentração Regional e Desafios
O Sudeste concentra 52,9% das startups do setor, com São Paulo liderando com 38,8%. O Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm 12,4% cada. A maioria das agtechs opera com equipes pequenas, sendo que 59,9% têm de um a cinco colaboradores, e 63% utilizam modelos de trabalho híbridos.
✨ 52,4% das agtechs nunca captaram investimentos.
O acesso a capital continua sendo um challenge significativo: 52,4% das start-ups relatam nunca ter recebido investimentos, com o fomento público sendo a principal fonte entre as que conseguiram captar recursos. Além disso, 76,4% ainda não registraram patentes, o que pode afetar sua competitividade.
Desafios para o Futuro
A proteção da propriedade intelectual emerge como um campo crucial para fortalecer a presença das agtechs no cenário global, sendo fundamental para inovar e se destacar nos mercados internacionais.
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