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Raízen propõe reestruturação de dívidas e mudanças na governança

Novo plano de recuperação conta com investimentos significativos da Shell

Tiago Abech03 de junho de 2026 às 13:35
Raízen propõe reestruturação de dívidas e mudanças na governança

A Raízen convocou assembleias de debenturistas e detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) para esta quarta-feira com o objetivo de aprovar seu Plano de Recuperação Extrajudicial.

A proposta envolve a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações ordinárias e preferenciais, com valor definido em R$ 0,25 cada. A Shell, que já co-controla a empresa com a Cosan, ingressará com R$ 3,5 bilhões para tal fechamento, podendo adicionar mais R$ 500 milhões através da Aguassanta Investimentos, ligada a Rubens Ometto.

A governança da Raízen sofrerá alterações significativas, com a saída da Cosan do conselho de administração.

Os 55% restantes da dívida estarão atrelados a novos instrumentos de dívida, que serão distribuídos entre as divisões Raízen Combustíveis e Raízen Energia. Após a implementação do plano, o conselho da empresa contará com sete membros, sendo quatro deles indicados por credores apoiadores e apenas três pela Shell.

O supervisor da reestruturação será o Consultor de Reestruturação (CRAO), que terá acesso total à administração e às reuniões do conselho. O CFO, Lorival Nogueira Luz Jr., assumirá também o papel de Chief Restructuring Officer, liderando a execução do plano.

Cronograma de Desinvestimento

O plano sugere que a Raízen Energia deve desenvolver um cronograma para desinvestir-se de ativos não essenciais, enquanto Raízen Combustíveis assumirá um processo competitivo para nova venda ou captação de investidores, visando diminuir a alavancagem.

A expectativa é concluir a operação até 31 de março de 2027, com a separação das atividades ocorrendo até o fim daquele ano.

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