AngloGold busca expandir exploração de ouro na América Latina
CEO aponta Brasil e Argentina como áreas promissoras

A AngloGold Ashanti, uma das líderes do setor de mineração, planeja aumentar suas operações de exploração de ouro na América Latina. A informação foi divulgada pelo CEO Luís Otávio de Lima durante sua participação no programa Mapa da Mina.
Lima ressaltou que o Brasil apresenta um grande potencial inexplorado e que a empresa está otimista quanto ao crescimento na região. "O Brasil ainda tem muito espaço territorial para exploração. Acredito que podemos crescer, ao lado do potencial da AngloGold na América Latina", comentou.
✨ Argentina é destacada como um país com grande potencial para exploração de ouro.
Atualmente, a empresa foca suas atenções nos Estados Unidos, onde anunciou uma operação em Nevada que possui mais de 5 milhões de onças em recursos e reservas.
Além disso, a AngloGold também tem o Projeto Quebradona na Colômbia, que consiste em uma mina subterrânea para extração de ouro, cobre e prata. Lima mencionou que, apesar dos desafios, a empresa não planeja se afastar desse projeto.
"Neste momento, não estamos considerando desistir de nenhuma discussão; estamos focados em todas as etapas do projeto. Temos um direcionamento claro para o nosso portfólio", afirmou o executivo.
Com mais de 190 anos de presença no Brasil, a AngloGold é a maior produtora de ouro do país e ocupa a terceira posição globalmente, operando em unidades subterrâneas em Minas Gerais e Goiás.
Ouro: um mineral crítico
Durante a entrevista, Lima também abordou a importância de incluir o ouro como um mineral crítico no novo marco regulatório do setor mineral, atualmente em tramitação no Senado após aprovação na Câmara dos Deputados.
✨ Lima defendeu que o ouro funciona como um motor econômico fundamental para o Brasil.
Ele argumentou que, entre diversos minerais estratégicos para a transição energética, o ouro deve ser reconhecido por sua relevância no desenvolvimento de infraestrutura e tecnologia.
O Projeto de Lei dos Minerais Críticos contempla minerais como lítio, cobalto e nióbio, mas deixa o ouro de fora, o que requer um processo de alteração para sua inclusão ao longo das discussões no Senado.
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