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St George Mining capta A$ 60 milhões para projeto de terras raras em MG

Investimento acelerará desenvolvimento no projeto Araxá, em Minas Gerais.

Tiago Abech17 de junho de 2026 às 12:20
St George Mining capta A$ 60 milhões para projeto de terras raras em MG

A mineradora australiana St George Mining anunciou a captação de A$ 60 milhões, aproximadamente R$ 215 milhões, para impulsionar os estudos do projeto Araxá em Minas Gerais, especializado na exploração de terras raras e nióbio.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa nesta quarta-feira (17), os recursos serão captados através de uma oferta institucional em duas fases, que incluirá a emissão de 600 milhões de novas ações ordinárias com valor de A$ 0,10 cada.

Os investimentos visam acelerar o desenvolvimento do ativo, abrangendo estudos de viabilidade e preparação para uma possível decisão final de investimento.

A Hancock Prospecting, empresa da bilionária Gina Rinehart e principal acionista da St George, está entre os investidores institucionais já envolvidos com a mineradora, comprometendo-se a aportar A$ 20 milhões na emissão de 200 milhões de ações.

Após essa operação, a Hancock deve controlar cerca de 10,5% da St George Mining.

Potencial e interesse global

John Prineas, CEO da St George, destacou que o projeto Araxá possui um alto potencial para desenvolvimento acelerado, devido à presença de mineralização de alta qualidade próxima à superfície e à logística favorável da região, que já é conhecida por sua produção mineral.

Prineas ressaltou que há uma crescente demanda por novas cadeias de fornecimento para minerais essenciais por parte de governos e empresas ao redor do mundo, especialmente contra a dependência de processos concentrados na China.

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O recurso de classe mundial em Araxá tem potencial para ser desenvolvido em um cronograma acelerado, com mineralização de alto teor começando na superfície e logística favorável em uma região mineradora estabelecida.

A captação será realizada em duas rodadas: na primeira, a St George pretende emitir aproximadamente 424,5 milhões de novas ações, levantando cerca de A$ 42,4 milhões, enquanto a segunda etapa, que precisa ser aprovada por acionistas, espera emitir cerca de 175,5 milhões de ações, com captação de A$ 17,6 milhões.

A primeira etapa deve ser finalizada até 23 de junho, com a emissão das ações ocorrendo um dia depois. A aprovação da segunda rodada será debatida em assembleia marcada para 10 de julho.

Desenvolvimento do projeto Araxá

O projeto Araxá, situado em Minas Gerais, é estratégico para o abastecimento de indústrias de alta tecnologia, dado que as terras raras são necessárias na fabricação de ímãs permanentes e motores elétricos, enquanto o nióbio é valorizado em ligas metálicas.

Embora os recursos financeiros estejam assegurados, o projeto ainda não iniciou a produção, embora tenha avançado com testes metalúrgicos que demonstraram a viabilidade do minério presente próximo à superfície.

Recentemente, a mineradora revelou que os testes iniciais mostraram a capacidade de gerar concentrados a partir do minério, com teores de até 40,2% de óxido de nióbio e 15,7% de óxidos totais de terras raras.

Os resultados obtidos são comparáveis aos de operações que processam mineralizações semelhantes.

Antes de seguir para a construção da mina, a St George precisa finalizar os estudos metalúrgicos, econômicos e de engenharia, processos críticos para a tomada de decisão.

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