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Bunge fecha contrato de 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja

Acordo com Acelen Renováveis destacará Brasil na produção de biocombustíveis

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 13:30
Bunge fecha contrato de 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja

A Bunge formalizou um contrato histórico com a Acelen Renováveis para suprir 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado ao longo de cinco anos, começando em 2029. Esta parceria é um marco na produção de biocombustíveis, com um fornecimento anual de 300 mil toneladas.

Esse é o maior contrato de fornecimento de commodities que a Bunge já assinou no Brasil.

O óleo de soja abastecerá a biorrefinaria da Acelen, onde será transformado em combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO). A Acelen já havia anunciado, em maio, investimentos superiores a US$ 3 bilhões para construir uma biorrefinaria na Bahia, que terá a capacidade de produzir 1 bilhão de litros desses combustíveis anualmente.

O óleo poderá ser oriundo tanto do Brasil quanto da Argentina, com certificações que garantem a sustentabilidade da produção, conforme exigências da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (CARB).

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Essa integração entre demanda e oferta conecta toda a cadeia de valor para um modelo de agricultura regenerativa mais valorizado

Tito Martinho, diretor comercial da Bunge.

Cristiano da Costa, vice-presidente comercial da Acelen, destacou que o acordo fortalecerá a estratégia da empresa de estabelecer uma cadeia de suprimentos robusta e sustentável, fundamental para a produção em larga escala de biocombustíveis.

Contexto

O SAF é uma solução potencial para atingir as metas de emissões líquidas zero no setor aéreo até 2050, podendo representar cerca de 65% da redução necessária. No Brasil, iniciativas de produção de SAF estão em crescimento, com projetos de grandes empresas como Petrobras e JetBio.

Além do óleo de soja, Acelen também está diversificando suas fontes de matéria-prima, com acordos para utilizar óleo de cozinha usado e investindo na produção de macaúba, aumentando a flexibilidade e segurança no abastecimento.

Atualmente, no Brasil, destacam-se três projetos significativos na produção de SAF: o da Acelen Renováveis, a planta da Petrobras em Cubatão, que visa refinamento de óleos vegetais e gorduras animais, e o projeto da JetBio em Paulínia, que pretende utilizar etanol na produção de SAF.

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