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Burberry vê vendas crescerem 10% na China e EUA, mas ações caem

Resultados mistos preocupam investidores diante de desafios globais

Tiago Abech14 de maio de 2026 às 12:25
Burberry vê vendas crescerem 10% na China e EUA, mas ações caem

A Burberry, tradicional marca britânica de luxo, reportou um crescimento de 10% em suas vendas no quarto trimestre de 2026, impulsionado principalmente pelos mercados da China e dos Estados Unidos. Apesar desse bom desempenho, as ações da grife enfrentaram uma desvalorização de cerca de 7%, refletindo um panorama misto que preocupa os investidores.

O aumento de 5% nas vendas totais da empresa se alinha com as expectativas do mercado, mas a queda nas receitas na Europa e no Oriente Médio, exacerbada pela tensão no Irã, ofuscou o otimismo gerado pelos números positivos. Este queda particular levou a uma desconfiança generalizada entre os acionistas.

Embora as vendas tenham crescido, o impacto da guerra no Irã e os altos custos de energia continuam a pressionar o setor de luxo, avaliado em US$ 400 bilhões.

Dan Coatsworth, da AJ Bell, comentou que o desempenho fraco em regiões-chave como o Oriente Médio e a Europa gerou apreensão. Apesar disso, ele acredita que a estratégia de recuperação da Burberry está mostrando resultados positivos.

Após demissões em massa que visaram cortar custos, a Burberry viu um retorno ao crescimento de vendas lucrativas. No último ano fiscal, encerrado em 28 de março, a empresa registrou um lucro operacional de 115 milhões de libras (cerca de US$ 155 milhões), revertendo uma perda de 3 milhões de libras do período anterior.

Contexto Adicional

O mercado de luxo está enfrentando desafios significativos, com a guerra no Irã afetando as viagens e aumentando os custos, ao passo que as expectativas de recuperação após a pandemia sãopostergadas.

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