Iniciativa visa fortalecer cooperação em minerais críticos

A Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB) está prestes a implementar uma nova comissão voltada para a mineração, com a intenção de intensificar a colaboração entre empresas, governos, investidores e centros de pesquisa dos dois países. Este movimento é parte de uma estratégia mais ampla de cooperação na busca por minerais críticos, especialmente terras raras.
O lançamento da comissão ocorrerá em 26 de agosto, promovendo uma plataforma contínua para atrair investimentos e impulsionar a inovação tecnológica. O foco está centralizado em minerais críticos e terras raras, que são essenciais para várias indústrias.
✨ A França busca transformar a relação comercial com o Brasil em projetos concretos, a fim de fortalecer suas cadeias de suprimento.
Essa iniciativa se alinha com os objetivos da França como presidente do G7 em 2026, onde a diversificação e a segurança nas cadeias de fornecimento de minerais críticos foram destacadas. Durante uma cúpula em Évian, os países membros firmaram um acordo para implementar medidas que garantam maior segurança e rastreabilidade nesta área.
Um exemplo notável dessa colaboração está no Projeto Colossus, que envolve a extração de terras raras em Minas Gerais, desenvolvido pela Viridis Mining and Minerals, uma empresa australiana. Recentemente, a companhia recebeu um apoio não vinculante da Bpifrance Assurance Export, que reconheceu o projeto como elegível para um programa de financiamento francês de projetos estratégicos.
"A parceria com a Viridis pode garantir até 50% da dívida senior do projeto, dependendo da estrutura final da operação.
Além disso, a Viridis firmou uma carta de intenções com a Solvay, visando fornecer matérias-primas de terras raras a sua unidade em La Rochelle, na França. Apesar de a Solvay ter raízes belgas, sua planta francesa é uma das poucas fora da China que consegue realizar a separação industrial dessas substâncias.
✨ A produção brasileira deve começar a abastecer o mercado europeu em 2028, contribuindo com elementos essenciais para a fabricação de ímãs permanentes que são cruciais para a indústria de veículos elétricos e tecnologia verde.
Com o objetivo de atender 30% da demanda europeia por terras raras até 2030, a Solvay aproveita suas capacidades de separação para produzir óxidos de alta pureza, utilizados em áreas como eletrônicos e defesa.
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