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economia
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Investimentos em minerais críticos podem gerar R$ 192 bilhões no PIB

Estudo da Amcham Brasil aponta criação de 750 mil empregos até 2050

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 14:30
Investimentos em minerais críticos podem gerar R$ 192 bilhões no PIB

Um estudo divulgado nesta terça-feira (4) pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostrou que aumentar os investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras pode injetar R$ 192,1 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2050, além de gerar 750 mil novos postos de trabalho.

A pesquisa analisa dois cenários de desenvolvimento do setor. O otimismo é maior no cenário onde há uma entrada significativa de capital estrangeiro e um incremento no processamento dos minerais no território brasileiro. Nesse contexto, os investimentos podem crescer em até R$ 120,9 bilhões, trazendo amplas melhorias à economia do país.

No cenário mais conservador, com foco no capital doméstico, o PIB aumentaria apenas em R$ 128,7 bilhões.

Impacto e benefícios

Além de maximizar o PIB, a análise evidencia que a atração de investimentos internacionais e a expansão do processamento vão gerar um acréscimo significativo em diversas áreas, ajudando a elevar o consumo das famílias em R$ 32,3 bilhões e os investimentos em R$ 16,1 bilhões. Isto pode resultar em 446 mil empregos adicionais.

Cadeias de minerais analisadas

O estudo focou em cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e terras raras, fundamentais para a transição energética.

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O Brasil reúne condições para se tornar um protagonista global nesse mercado, já que possui algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo.

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil

Estados com maior impacto

Os estados produtores de minerais serão os mais beneficiados. Pará, Bahia, Goiás, Piauí e Minas Gerais se destacam com as melhores percentuais de aumento no PIB, enquanto estados com forte parque industrial, como Santa Catarina e São Paulo, também colherão os frutos do aumento no processamento local.

Além disso, setores como a indústria de transformação projetam crescimento acumulado de 1,8% no cenário onde há maior agregação de valor, comparado a somente 0,6% nos modelos focados na exportação.

  • 1Fabricação de máquinas e equipamentos elétricos: 16,7%
  • 2Máquinas para extração mineral: 9,8%
  • 3Indústria automotiva: 5,5%
  • 4Máquinas e equipamentos mecânicos: 2,9%

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