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Copa do Mundo de 2026 impulsiona uso de IA no varejo brasileiro

Quase 100 milhões de brasileiros devem gastar durante o torneio.

Ricardo Alves07 de junho de 2026 às 14:05
Copa do Mundo de 2026 impulsiona uso de IA no varejo brasileiro

Um total de 99,2 milhões de brasileiros está previsto para consumir produtos ou serviços durante a Copa do Mundo de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

Com 60% da população planejando gastar durante o evento, a Copa é equiparada ao Natal em termos de impacto no comércio.

Adoção da Inteligência Artificial

Para atender à alta demanda esperada, o varejo está cada vez mais se utilizando de soluções de inteligência artificial (IA). Um estudo da Zucchetti Brasil, em colaboração com a Central do Varejo, revela que 59% dos varejistas já adotam essa tecnologia, enquanto 90% planejam aumentar seus investimentos nos próximos meses.

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A inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a sustentar operações críticas, especialmente em períodos de alta demanda.

Bernardo Rachadel, diretor de Varejo da Zucchetti Brasil

Durante picos de demanda, a IA se torna essencial para entender o comportamento do consumidor e otimizar processos.

Desafios operacionais com alta demanda

O torneio também traz um novo ritmo para toda a cadeia de operações, exigindo respostas rápidas em gestão de estoques, logística e atendimento omnichannel. Especialistas, como Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates, notam uma mudança significativa no uso da IA, agora voltada para a execução operacional em vez de apenas marketing.

Furtado ressalta que a capacidade de prever rupturas e ajustar recursos em tempo real é crucial para melhorar a experiência do consumidor e os resultados do varejo.

Riscos operacionais e prevenção de perdas

Com o aumento do fluxo de clientes, os riscos de furto e falhas no sistema de autoatendimento aumentam. Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, afirma que o monitoramento tradicional não consegue mais lidar com as demandas elevadas e apresentou uma solução de reconhecimento facial que combina IA para identificar comportamentos suspeitos.

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A câmera atua como uma camada de inteligência operacional, utilizando IA para reduzir perdas em momentos críticos.

Rodrigo Tessari, CEO da Deconve

Segurança nos pagamentos

O aumento nas transações financeiros também traz riscos de fraudes, exigindo monitoramento intensivo. Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, destaca que é fundamental garantir ambientes seguros para processar pagamentos rapidamente.

Governança de dados é essencial para que a IA atue com segurança e eficiência.

Helbing menciona que os principais desafios incluem o controle de acessos e a mitigação de riscos em operações críticas, como as realizadas pelo Pix.

Inovações na jornada de compra

As ferramentas de IA não só melhoram operações internas, mas também começam a influenciar a experiência do consumidor desde a fase de pesquisa. Alexandre Caramaschi, cofundador da Naia, observa que plataformas como ChatGPT estão se tornando essenciais na recomendação de produtos.

A tendência dos pagamentos automatizados, onde a IA realiza compras em nome dos usuários, deve se intensificar, unificando processos de descoberta, pagamento e logística.

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Tecnologias que garantem uma experiência de compra rápida e segura devem favorecer a fidelização de clientes.

Alexandre Caramaschi, cofundador da Naia

Por outro lado, a rápida adoção dessa tecnologia requer cautela e controle para evitar danos à reputação das empresas, como destaca Carlos Perobelli, fundador do theGarage IA.

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É vital que as empresas implemente a IA de forma controlada, com validação e responsabilidade sobre as decisões automatizadas.

Carlos Perobelli, fundador do theGarage IA

Assim, o futuro da IA no setor de varejo dependerá tanto da tecnologia em si quanto da competência das empresas em gerenciá-la adequadamente.

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