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Crescimento de agroexportadores brasileiros impulsiona comércio global

Aumento significativo na exportação de pequenos agricultores reflete na economia e na sustentabilidade.

Tiago Abech31 de maio de 2026 às 07:05
Crescimento de agroexportadores brasileiros impulsiona comércio global

O número de pequenos agroexportadores no Brasil teve um crescimento exponencial na última década, afetando positivamente a balança comercial e promovendo práticas sustentáveis e sociais. Em 2025, 877 micro e pequenas empresas se destacaram como exportadoras, representando um aumento de 154,9% desde 2015, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A receita do setor quintuplicou, alcançando US$ 585,3 milhões, um aumento impressionante de 402% no mesmo período.

Por trás desses números, estão histórias inspiradoras de empreendedorismo e inovação. O segmento inclui uma diversificada gama de produtos e modelos de negócios que mostram que o mercado internacional é uma realidade acessível aos pequenos produtores.

Inovação nas PANCs

Em Santo Antônio do Tauá (PA), a Horta da Terra introduz plantas alimentícias não convencionais (PANCs) da Amazônia ao mercado global. Bruno Kato, proprietário do empreendimento, destaca que espécies como jambu e ora-pro-nóbis são cultivadas em um sistema agroflorestal sintrópico, promovendo a regeneração ambiental.

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A empresa está estruturada para processar até 10 toneladas mensais, utilizando técnicas que preservam a qualidade nutricional dos produtos.

Propriedades únicas da própolis

A Apistech Produtos da Natureza, em Nova Lima (MG), aproveita a crescente demanda por própolis verde, que possui propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas. Este produto, considerado um dos melhores do mundo, é extraído do alecrim-do-campo e está alinhado ao conceito de saúde natural.

Com apenas dois anos e meio de operação, a Apistech já atende vários mercados internacionais, incluindo EUA e Europa.

A castanha-do-brasil e a responsabilidade social

A Castanhas Ouro Verde, localizada em Jaru (RO), desenvolveu um modelo de beneficiamento sustentável focado na castanha-do-brasil, trabalhando diretamente com mais de 400 extrativistas, muitos deles de comunidades tradicionais. Após iniciar as exportações em 2022, os volumes cresceram significativamente, atingindo 360 toneladas em 2025.

Lucas Manuel Alves Santana, representante da empresa, ressalta que o sucesso vem das certificações éticas e do compromisso com a sustentabilidade. Além disso, a empresa adota práticas que garantem que os extrativistas recebam uma compensação justa.

O interesse internacional por produtos que contam uma história de responsabilidade social está em alta, refletindo uma tendência nas preferências dos consumidores.

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