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Defesa da indústria do café solúvel contra tarifa nos EUA

Audiência do USTR destaca impactos da tarifa para o mercado americano

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 07:35
Defesa da indústria do café solúvel contra tarifa nos EUA

Na terça-feira (7), a indústria brasileira de café solúvel apresentou sua posição em uma audiência pública do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) acerca da proposta de implementar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A defesa focou no impacto que essa medida poderia ter sobre a inflação e o consumo nos Estados Unidos.

José Pimenta, da consultoria BMJ, contratada pela Abics para representar o setor, informou que a discussão no painel dedicou-se consideravelmente aos efeitos potenciais da nova tarifa na cadeia produtiva do café solúvel e nas repercussões para a indústria americana. Embora houvesse a participação de diferentes atores da cadeia do café, como o Cecafé e a NCA, a ênfase foi predominantemente no café solúvel.

Cerca de 11% dos consumidores americanos consomem café solúvel diariamente.

Durante a audiência, as perguntas dos membros do board do USTR focaram nas consequências econômicas de uma sobretaxa, principalmente para a manufatura americana. Essa abordagem permitiu que a defesa brasileira argumentasse que impactaria não apenas o café solúvel importado, mas também diversas indústrias de bebidas e alimentos que utilizam o café como insumo em suas produções.

Contexto

A proposta de tarifa está sob a investigação da seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite ao país restringir exportações de outros países em caso de práticas comerciais prejudiciais.

Além disso, a defesa sustentou o pedido de exclusão do café solúvel da tarifa proposta, destacando os possíveis efeitos sobre preços, abastecimento e custos que essa medida traria para o mercado americano. Esse argumento foi respaldado pelos dados que mostram a relevância do café solúvel para o consumidor americano.

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