CNA dialoga com EUA para contestar tarifa de 25% em produtos brasileiros
Audiência pública visa proteger comércio agropecuário

Nesta segunda-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para se opor a uma sugestão de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
A proposta é parte das investigações da Seção 301, um mecanismo da Lei de Comércio dos EUA de 1974 que permite que o governo analise práticas comerciais consideradas injustas e implemente sanções.
Pontos em Destaque
Durante o encontro, a diretora-adjunta Fernanda Maciel ressaltou quatro mensagens importantes:
- 1A competitividade do agro brasileiro provém da produtividade, não do desmatamento ilegal.
- 2O mercado brasileiro permanece aberto para o etanol dos EUA.
- 3Os acordos comerciais com o México e a Índia não afetam os exportadores dos EUA.
- 4As investigações não mostraram danos estruturais ao comércio com os EUA.
✨ As tarifas podem impactar negativamente tanto os produtores brasileiros quanto os consumidores americanos, elevando custos e diminuindo a competitividade.
Fernanda também destacou que os Estados Unidos continuam como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, indicando a interdependência das cadeias de suprimentos entre os dois países.
A audiência contou com a participação de profissionais de diversas cadeias do agro, como arroz, café, mel e etanol, bem como autoridades do Itamaraty, proporcionando um ambiente mais técnico e colaborativo do que o registrado no ano anterior.
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