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CNA dialoga com EUA para contestar tarifa de 25% em produtos brasileiros

Audiência pública visa proteger comércio agropecuário

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 21:00
CNA dialoga com EUA para contestar tarifa de 25% em produtos brasileiros

Nesta segunda-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para se opor a uma sugestão de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

A proposta é parte das investigações da Seção 301, um mecanismo da Lei de Comércio dos EUA de 1974 que permite que o governo analise práticas comerciais consideradas injustas e implemente sanções.

Pontos em Destaque

Durante o encontro, a diretora-adjunta Fernanda Maciel ressaltou quatro mensagens importantes:

  • 1A competitividade do agro brasileiro provém da produtividade, não do desmatamento ilegal.
  • 2O mercado brasileiro permanece aberto para o etanol dos EUA.
  • 3Os acordos comerciais com o México e a Índia não afetam os exportadores dos EUA.
  • 4As investigações não mostraram danos estruturais ao comércio com os EUA.

As tarifas podem impactar negativamente tanto os produtores brasileiros quanto os consumidores americanos, elevando custos e diminuindo a competitividade.

Fernanda também destacou que os Estados Unidos continuam como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, indicando a interdependência das cadeias de suprimentos entre os dois países.

A audiência contou com a participação de profissionais de diversas cadeias do agro, como arroz, café, mel e etanol, bem como autoridades do Itamaraty, proporcionando um ambiente mais técnico e colaborativo do que o registrado no ano anterior.

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